Maria, a casa da Palavra e do Pão | Academia Marial - Santuário Nacional de Aparecida - Centro de Estudo sobre Nossa Senhora Aparecida
Maria, a casa da Palavra e do Pão

Publicado em: 25/09/2013

No Brasil a CNBB mobiliza a pastoral enfocando o mês de setembro na Bíblia. No dia 30 veneramos um santo que dedicou toda a sua vida ao estudo da Sagrada Escritura: São Jerônimo. Ele viveu no 5º século DC. Homem de grande inteligência amou profundamente a Bíblia Sagrada vendo nela a centralidade de Cristo. “Ignorar a Sagrada Escritura é ignorar o próprio Cristo!”. Finalizamos este mês com o propósito de dedicar mais tempo à leitura orante da Palavra viva de Deus. Agora temos mais consciência da sua força transformadora na história e no mundo. Esta é uma convicção da fé cristã: somente a sabedoria divina pode corrigir os enganos, os desacertos, as ignorâncias da nossa pobre sabedoria humana. O conhecimento e a vivência da Palavra de Deus sustentam a libertação e a paz em nossos relacionamentos e projetos sociais e políticos.

Ora, terminado o mês de setembro, nunca terminará o nosso contato com a Sagrada Escritura. Belém, local do nascimento de Jesus foi onde São Jerônimo viveu boa parte de sua vida aprofundando seus estudos bíblicos até morrer ali. Na linguagem bíblica, Belém quer dizer: a ‘casa do pão’. Isso nos sugere um paralelo com Maria: ela é a mãe do ‘pão descido do céu’: o Verbo feito carne. A Virgem é apresentada nos traços profundos da sua função em relação ao mistério de Cristo desde as origens da Igreja. A comunidade cristã primitiva formou-se a partir dos apóstolos. O Novo Testamento é o legado espiritual e eclesial divinamente revelado na maneira como os primeiros cristãos viveram a fé em Jesus Cristo. Depois da ressurreição do Mestre foi muito importante para a igreja em gestação inspirar-se naquela que gerou seu fundador. Ela foi paradigma no seguimento discipular. Protagonizou o perfil do viver em Cristo, com ele e por ele. Assim, tornou-se antes de nós a “nova criatura” segundo a expressão paulina em 2ª Cor.5,17. As comunidades cristãs logo perceberam que todo o depósito da fé bíblica condensava-se na mulher do Fiat: a virgem obediente e fiel à Palavra de Deus. Maria foi se tornando o espelho vivo da promessa de Deus que nela se cumpria na encarnação do seu Verbo.

Logo, a Palavra de Deus não é só a letra escrita nos livros. É a ação amorosa do Pai que vai entregando a nós constituídos seus filhos adotivos, os dons da salvação realizada por seu Unigênito. E de nós Ele espera o sim de Maria acolhendo Jesus, o salvador. Ela, a segunda Eva, ao acatar o chamado ou proposta de Deus representa a nova humanidade, da qual Jesus é o princípio – o novo homem- formado em seu seio virginal, pois São Paulo escreve em Colossenses, 1,16: Cristo é o primogênito de toda a criatura. A mãe é dele inseparável: sua mestra e discípula primeira na Palavra. Primeira redimida e pessoa enraizada na Palavra de Deus. Que ela possa gerar Cristo em nós!

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR

Diretor da Academia Marial

 19/09/2013


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