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Aparecida e os aparecidenses

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Em 1717, três pescadores retiraram das águas do Rio Paraíba do Sul uma imagem quebrada de Nossa Senhora, possivelmente de autoria do grande monge beneditino baiano Agostinho de Jesus. Com muito cuidado, os pescadores iniciaram uma devoção que se estenderia pelos séculos seguintes.

pescadores para deus

Da capelinha caseira, passando por igrejas maiores, a Imagem peregrinou, e o número de devotos foi exigindo espaços cada vez mais amplos para acomodar todos os devotos da “Aparecida”. Os missionários redentoristas chegaram da Alemanha em 1894 para administrar todo o difícil contexto da cidadezinha que crescia cada vez mais ao redor da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Em 1954, começou-se a construir o Santuário Nacional que hoje conhecemos.

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Tudo isso posto, queremos lançar um olhar especial aos habitantes dessa cidade. Famílias tradicionais que remontam há séculos continuam a fazer parte essencial da história do município, enriquecida culturalmente por novos habitantes vindos das mais diversas partes desse nosso país; Aparecida possui um colorido cultural muito forte.

A maioria dos habitantes de Aparecida valoriza e dá a vida pela obra de Evangelização que acontece no Santuário Nacional e em todo o gigantesco complexo de obras que gira ao redor dele. Milhares de aparecidenses e de habitantes do Vale do Paraíba dependem da vinda dos romeiros a Aparecida. Se a imagenzinha da Senhora Aparecida não tivesse sido pescada nas redes daqueles homens simples no começo do Século XVIII, esta cidade seria hoje provavelmente um bairro irrelevante de Guaratinguetá.

  • Pela manhã, você pode perceber milhares de pessoas caminhando ao trabalho: hotéis, feira, lojas, serviços diversos no Santuário Nacional, na Rede Aparecida de Comunicação e nos variados serviços públicos de Aparecida. É lindo ver que o Santuário Nacional gera tantos empregos para o povo da terra. E é magnífico perceber que milhares de pessoas têm seu coração agradecido por toda a bênção que tem sido derramada nesta cidade.

Por outro lado, o coração se perturba e se entristece ao encontrar um grupo, ainda que pequeno e barulhento, que vê o Santuário Nacional e os missionários redentoristas como inimigos ou concorrentes. Todo novo projeto de melhorias para acolhida do romeiro (que impacta positivamente na melhoria da cidade) é questionado e posto em dúvida por esse grupinho veemente e vociferante. Esbravejam contra o bondinho, contra a nova passarela, contra novas obras, mas sempre usufruem das benesses posteriores. Dói o coração encontrar pessoas que não percebem a magnitude do Santuário Nacional.

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Caro grupo, fechemos esse Santuário Nacional e levemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida para outra cidade, e perceberão o que significará o município de Aparecida para a História! Esse grupo fala mal e critica os missionários redentoristas, mas ganha dinheiro com hotéis, lojas e vendas de santos. Odeia a religião, mas, à custa dela, sobrevive e constrói a vida de sua família. Devastadora hipocrisia dessas pessoas!

Santuário Nacional de Aparecida

Mas conforme assinalado acima, essas críticas são direcionadas a um grupinho muito reduzido de “aparecidenses” ingratos sem amor pela própria terra, que só pensa em seu próprio bem social, e nada mais. O que alegra o coração de todos é saber da quantidade enorme de aparecidenses e moradores do Vale do Paraíba que dedica a sua vida à Igreja.

Voluntários, funcionários e fiéis fervorosos formam o grande exército aparecidense e valeparaibano de verdadeiros missionários de Jesus. Também possuem lojas, bancas, hotéis, mas têm o coração agradecido a Maria e aos missionários redentoristas. Esses aparecidenses e valeparaibanos ficam na memória do romeiro, pois são os que acolhem e evangelizam os seus irmãos peregrinos.

Em resumo, a esmagadora maioria dos habitantes de Aparecida e da região valoriza todo o trabalho de evangelização feito no Santuário Nacional, que honra a Mãe Aparecida. O pequeno grupinho barulhento e hostil que trava constantemente guerra verbal e judicial contra essa obra centenária de evangelização não pode representar a eterna e respeitada cidade de Aparecida. A Mãe Aparecida nutre, com certeza, um amor especial aos filhinhos que habitam e que doam seu sangue para que Jesus seja anunciado através do Santuário.

Ali acontece uma troca de olhar amoroso entre mãe e filhos, que sempre antes de iniciarem seus trabalhos no Santuário param diante de sua imagenzinha e a contemplam, com o coração repleto de ternura e agradecimento. Esses aparecidenses nos dão orgulho!

Padre José Luís Queimado é formado em Filosofia e Teologia. Pesquisador autônomo das Sagradas Escrituras e História. Acumulou experiência pastoral das Missões Populares e no atendimento aos romeiros do Santuário Nacional de Aparecida. Atualmente trabalha com a pastoral dos estrangeiros na Filadélfia, EUA.

 

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