Oração

Mens sana in corpore sano! Espírito sadio em corpo são!

O velho ditado latino traz uma grande verdade para nós.

Acho que você concorda que, em nossos dias, há um culto sobre o corpo.

Com facilidade vemos as academias cheias de pessoas se exercitando, outras caminhando pelas ruas e parques.

Há o desejo escondido de um belo corpo e de uma boa saúde. As duas coisas são legítimas e saudáveis.

Talvez nossa dificuldade seja cuidar do espírito como cuidamos do corpo. Na verdade, uma realidade não está separada da outra. As duas devem caminhar juntas, melhor ainda, devem ter uma só unidade. Corpo e alma ou corpo e espírito não devem estar separados. Cuidar bem tanto do corpo como do espírito é importante para nosso equilíbrio humano. Separar um do outro é prejuízo para nós mesmos.

Compreender a necessidade desse equilíbrio é elevar-se à dignidade humana em que fomos criados. Deus nos fez por inteiro e não por partes. Nós é que fragmentamos a nós mesmos, nos dividimos e por isso sofremos por nossa própria falta de equilíbrio na compreensão de nossa existência. Ter um corpo sadio e um espírito elevado é estar pronto para abraçar os mais nobres ideais desta vida.

Jesus nos dá uma grande lição. Seu evangelho está carregado de gestos, palavras e atitudes que integram as pessoas. Ele é, de fato, o médico divino que se deixa tocar por nossas fragilidades. Tomando o exemplo do Bom Samaritano (Lc 10,33-37), o amor dele é exaltado por Jesus, é a figura do próprio Cristo voltado para a dor alheia, para a desintegração da pessoa, para sua fragmentação. Por isso, o evangelho nos dá a fartura de exemplos de amor misericordioso de Jesus, que reintegra as pessoas. Devolve-lhes a harmonia. Elas experimentam de novo a liberdade e a paz. O que significa isso? Significa que a ascese do amor nos edifica, e nos faz cuidar do corpo até do irmão mais ferido. Foi o que Jesus fez e nos ensinou a fazer: Amor a Deus e amor ao irmão.

Nós saímos de Deus como uma unidade viva de corpo e de alma, e dele mesmo recebemos a tarefa de crescer nessa unidade, e não de separar as coisas. Cuidar dessa unidade, como devemos cuidar de tantas obrigações e deveres, é imprescindível.

Você sabia que São Bento, ao fundar os mosteiros, não queria em suas regras nada que não fosse capaz de suportar? E que São Francisco pediu perdão pelo excesso de penitência que tinha imposto a seu corpo? Compreendamos, pois, que não se trata de busca desenfreada de prazeres, mas de equilíbrio sadio entre corpo e espírito, liberdade e dignidade, entre alegria e dom.

Assim, nada nos poderá ferir, dominar ou perturbar nossa vida, se nos educarmos interiormente. Será bom se você reprojetar sua vida a partir da harmonia e do equilíbrio que devem existir em sua vida. Que tal um pouco mais de mens sana para que nosso corpo e espírito sejam, de fato, sadios?

Pe. Ferdinando Mancílio

Quarta-Feira de Cinzas: As cinzas do carnaval e as cinzas da Igreja?

 Receber as Cinzas no início da Quaresma não é apagar os pecados e abusos cometidos na festa do Carnaval. Antes, deve ser um compromisso de vivência cristã todos os dias de nossa vida.

 A quarta-feira de cinzas é o fim do carnaval e o começo da Quaresma. Uns rasgam as fantasias. Outros “rasgam o coração”. Se acaso havia relação entre carnaval e cinzas, (pecado e arrependimento), hoje não mais. Uma coisa sucede à outra no calendário por razões históricas. Não há interdependência espiritual. Sempre foi errado pensar que receber cinzas apagaria os pecados e abusos carnais da folia. A religião não é “conta bancária”: créditos e débitos. Findo o carnaval o débito seria bem alto e o rito das cinzas uma espécie de “acerto de contas” com Deus. Talvez haja sim quem aproveite os estertores do carnaval se esbaldando até a quarta-feira e misture as cinzas dos bailes e desfiles com as da Igreja. Seria esse um gesto de sincera conversão ou apenas crendice inútil? Nossa maior desgraça é uma só: afastar-se de Deus e viver de modo incoerente o seu amor. Portanto, nenhum ritual exterior purificará alguém dos gozos e excessos dos dias em que “tudo parecia permitido”.

A imposição das cinzas propõe ao fiel um caminho de conversão interior: o desejo de seguir o Cristo padecente, crucificado e ressuscitado, praticando as virtudes da Quaresma. Tempo que intensifica o empenho constante da conversão cristã. É útil lembrar: na Bíblia converter-se é fazer uma reviravolta completa nas idéias, atitudes, costumes e convivência social. Abandonando interesses egoístas e materiais como critérios de relacionamento com Deus e os outros. A fé cristã – no particular e no social – é busca contínua da verdade, justiça, fraternidade e não um tipo de “quebra-galho” dos problemas, doenças, negócios e angústias. Daí a coerência entre fé e vida. Oração e conduta não podem se contradizer. Pedidos, desejos e propósitos proferidos nos ritos religiosos e em devoções pessoais ligam a doutrina, as convicções da fé e a ética a todas as áreas das relações humanas. Se não houver sintonia entre o que se reza e o que se vive, não haverá conversão nenhuma. Seja lá o rito que se fizer!

As cinzas simbolizam a fragilidade humana e a desgraça que o pecado nos traz com o egoísmo, a ambição, a insensibilidade. Ao recebê-las reconhecemos o que somos. Dependentes do Senhor da vida até para nos amarmos uns aos outros. O homem não tem a explicação de si mesmo e do universo. Em seu anseio mais profundo precisa da fé em Deus. Por isso os profetas atribuíam os males do povo à sua infidelidade com Deus. Diziam que era preciso “rasgar o coração e não as vestes”. O costume de rasgar em público uma parte da roupa era um sinal de penitência, arrependimento e dor. Ao lado desse havia outros ritos exteriores: o jejum, a cinza, a esmola. A Bíblia ensina: não bastam os ritos! É imperioso criar novas relações sociais de justiça, direitos, conduta moral e dignidade coerentes com a santidade de Deus. Rasgar o coração significava então abraçar no íntimo e no social a aliança com Deus e o amor aos irmãos em todas as situações.

Os 40 dias do itinerário quaresmal nos associam mais de perto à Páscoa de Jesus. Passamos por um treinamento espiritual: maior atenção à Palavra de Deus, mais tempo de oração, renúncias pessoais livres para ter o autodomínio sobre as más inclinações e intensificar a prática da caridade (Campanha da Fraternidade).

O carnaval é cinza sem vida. A Quaresma é cinza que produz vida, purificando-nos! 

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R.

Antes tarde do que nunca

Bela é a oportunidade de recomeçar, de perdoar, de reviver!

É feliz quem não perde esta chance!

Pe. Ferdinando Macílio

 

” Sol quer simplesmente nascer, iluminar o dia e repousar no poente” 


Levantei-me bem cedo e abri a janela. A brisa suave e aconchegante da manhã, ainda escura, tocou-me com mão de pelica e até pareceu ter penetrado minha existência.

Ao abrir a janela tive a inebriante sensação de que Deus olhava para mim. Confesso até que fiquei meio atônito. Ele parece ter-me perguntado: Filho, como você espera que seja seu dia que apenas começa? Fui surpreendido por tal pensamento, e outra coisa não queria senão continuar ali, a escutar o que Deus tinha para me falar.

Talvez alguém possa me objetar dizendo: “Esse aí precisa de uma análise, pois não está nada bem”. Corremos o perigo de fazer afirmações amargas. Estes se esquecem de que a vida também é feita de poesia, de sonhos, do olhar para além. Olhar unicamente para si mesmo, para suas concepções e absolutizá-las é tornar-se pequeno demais. A vida tem uma grandeza incomensurável, que não se é capaz de medir. Admirar o novo dia, sentir a brisa da manhã, contemplar o Senhor que nos fala e nos estende sua mão, é a grandeza de quem está sempre disposto a recomeçar, a olhar de novo para si e para as coisas, e sabe que é possível recomeçar agora e alcançar um novo fim.

É preciso contemplar o amanhecer e o sol que se levanta ditoso todos os dias, sem cessar, sem se cansar. Está sempre pronto a começar de novo, mesmo que alguém tenha dele reclamado. Ele quer simplesmente nascer, iluminar o dia e repousar no poente, dando adeus à Terra e permitindo que a lua ocupe seu lugar. Sol, bendito sol, que não tem medo de nascer de novo.

Não perca a coragem de recomeçar. Quem assim faz abre para si mesmo a oportunidade do infinito e nele se lança sem reservas. Quem muito se reserva certamente não descobre a grandeza de si mesmo e nem a dos outros.

Jesus tem toda a razão quando nos diz que é preciso perdoar sempre. Perdoar é interessante, e é a melhor vingança que eu posso ter. Quem me ofendeu ficará desiludido de sua atitude, porque a minha, a do perdão, desarma qualquer violência. O perdão é amor, e amor é como o mar: vemos seu início, jamais seu fim. Somos assim: carregamos marcas dentro de nós, dores e até angústias. Mas deixar-se prender por estas coisas é deixar de viver.

Aventure-se nessa viagem do perdão, do recomeçar que nos conduz ao infinito. Precisamos aprender a lição do recomeçar sempre, pois nesta vida tudo passa: amarguras, ilusões, frustrações, alegrias e dores. Até nós mesmos vamos passar, e ficará apenas a história daquilo que construímos.

Mas não se canse. A vida é como o calendário, que naquele dia primeiro de cada ano nos dá a exata sensação de que nada terminou e estou outra vez recomeçando. Então, bendito calendário, que nos faz entender que é preciso recomeçar. Faça isso, e não fique presoem amarguras. Tenhaatitude, pois ela é própria de quem é nobre em seu viver.

Amar a Deus…

Sou devota de Nossa Senhora Aparecida, faço parte da Campanha dos Devotos, todos os meses recebo a Revista de Aparecida e contribuo com o Santuário Nacional através do boleto bancário.

 Em agradecimento a esse lindo trabalho de Evangelização, envio uma poesia, escrita por mim, ao Santuário Nacional de Aparecida.

 AMAR A DEUS

 

Amar a Deus é amar ao próximo

Amar a Deus é ser bom

É ter a alegria de viver

Em cada novo amanhecer

 

Amar a Deus é ter a simplicidade

De viver a vida como ela é

E fazer do vento um mensageiro de carinho

É sentir no corpo o calor de um abraço

 

Amar a Deus é gostar de todos os animais

É gostar do sol, da chuva, do calor e do frio

É fazer da lua uma musa do amor (Ágape)

E da noite um labirinto de saudade

 

Amar a Deus é ter a certeza

De que a vida não está passando inutilmente

E fazer do amor a ´Dádiva mais importante do mundo

Sem ter medo de amar verdadeiramente o irmão

 

Amar a Deus é cuidar da natureza

É ser como uma criança sapeca

Que nunca perde o brilho no olhar

E a vontade de ser feliz

 

Amar a Deus é ser grato

É ser forte e corajoso

É ser amigo e companheiro

Sem falsidade no coração

 

Amar a Deus é admira a beleza das flores

É sentir o peito cheio de amor

E fazer do mundo

Um paraíso Divino.

 

Rosana Maria Joaquim

Ribeirão Pires/SP

 

A força do amor e da esperança

Pe. Ferdinando Mancílio, C.Ss.R.

 

Já ouvi alguém dizer que a confiança é prima da esperança, ou vice-versa. Mas, parece-me que vivemos em tempos de desconfiança, pois se alguém nos intercepta, por exemplo, na rua, já pensamos qual é o interesse daquela pessoa, ou se não vamos sofrer uma ameaça, um golpe ou um assalto. Vivemos em condomínios fechados porque desconfiamos que alguém tenha interesse no que possuímos. Os muros altos mostram o quanto desconfiamos dos outros e como nossa convivência faz seleção de pessoas. Não queremos ser perturbados, nem mesmo pela própria família.

Vivemos num mundo diversificado, mas que também exclui, separa, divide. Fala-se em globalização, em ausência de fronteiras entre povos e nações, mas regredimos em nossas relações humanas. O progresso técnico-científico avança dia a dia, e nós nos tornamos cada vez mais individualistas. Você mesmo pode constatar isso em sua convivência social. Ouvimos sempre alguém dizer: “ninguém ajuda ninguém neste mundo”. Certo é que há perturbações em nossa convivência humana, social, comunitária.

É preciso, pois, compreender o sentido de nossa existência. Saímos das mãos do Criador, das mãos de Deus. Por isso, o próprio Deus nos dá a possibilidade de sairmos de nós mesmos e de nos relacionarmos com o outro, com o mistério do outro. O Criador colocou em nós uma dinâmica existencial gerada pelo amor, que nos faz ir ao encontro do outro. Negar essa dinâmica é admitir na vida a autossuficiência, é rejeitar o relacionamento com o outro e com o próprio Criador. A verdade da fé nos faz encontrar a verdade do amor, do genuíno amor que nos dinamiza, nos liberta, nos dá o sentido verdadeiro da vida. Por isso é muito compreensível o que nos diz Santo Agostinho:

Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. Sim, porque tu estavas dentro de mim e eu fora”.

Nesse sentido fiquei pensando no cego Bartimeu (Mc 10,46-52). Jesus o curou, e ele começou a enxergar a grandeza e a beleza divinas. Foi atrás de Jesus. Reviveu sua esperança e sua confiança. Será que não estamos ficando “cegos” e “míopes”? Lastimamos nossas dificuldades, mas não nos firmamos na esperança e na confiança. Damos mais lugar para a desconfiança e o fechamento, em vez de abrir nossa existência na força do amor. Se Deus desconfiasse de nós não nos teria criado. Ele preferiu correr esse risco: criou-nos e deu-nos liberdade, e isso significa a confiança divinaem nós. Certamente, em grande parte, a confiança que temos em nós mesmos mostra a confiança que temos nos outros.

Deus não nos impõe condições em seu amor. Ele nos ama, e pronto! Assim, sustentados neste amor e animados na esperança, só podemos encontrar a força necessária para superar dificuldades. Não há nada capaz de resistir à força do amor e da esperança. 

Senhora Aparecida receba nossa gratidão e o nosso amor!

Olá amigos da Campanha dos Devotos!

Estamos nos aproximando do fim do ano.

Olhando para trás, para as benfeitorias no Santuário Nacional,  percebemos o quanto foi realizado graças a sua ajuda.

Hoje, último dia de novembro, queremos fazer uma oração de agradecimento e, também, pedir a intercessão de Nossa Senhora Aparecida por todos nós.

Nosso muito OBRIGADO!

Reze conosco:

 

À Senhora Aparecida

Toda nossa gratidão,

Ela é nossa Padroeira

Nosso amor e proteção.

 

Na humilde imagem negra

Pescada no rio Paraíba,

Está a fé dos brasileiros

E o contexto de suas vidas.

 

A Mãezinha Aparecida

Com seu olhar nos leva a Deus

Reconhecidos agradecemos

As graças que vêm do céu.

 

Através da sua imagem

Pequenina e pretinha,

Os milagres acontecem

Curando até uma ceguinha.

 

É Mãe dos pobres e dos ricos

E dos abertos à oração,

Como em Caná da Galileia

Seu vinho não falta, não!

 

Mãe dos que vivem cansados

Mãe dos sem lar e sem pão,

Cuida das nossas famílias

Cuida do meu coração.

Na provação do luto: viver a fé

Finados traz à mente lembranças e saudades.

E ainda reflexões preciosas sobre a morte, a perda dos entes queridos, o sentido da vida no tempo e o seu futuro.

 

Sendo o momento mais intenso da vida na terra, a morte coloca a pessoa humana na solidão existencial extrema. Quando morrem nossos entes mais queridos podemos intuir, um pouco, esta suprema limitação e fragilidade do ser humano.

Por isso, o dia de Finados renova,de certo modo, em todos nós, a dor do luto e a “eterniza” no tempo. Durante séculos prevaleceu a antiga tradição que identificava na convivência social as pessoas em luto, por meio de trajes pretos. Ainda há resquícios desse costume aqui e ali, no Brasil e no mundo.

O luto consiste em aceitar e viver a perda dos falecidos muito amados. A perda é mais dolorosa quanto maior o impacto emocional da notícia e mais próximo o parentesco: esposo, pais filhos e irmãos. O luto é proporcional. É a voz do sangue falando através do amor, dos afetos, da amizade viva.

É humano e saudável sentir até de modo intenso a ausência da pessoa querida. Suportar o dolorido processo da separação é essencial para o luto: momentos tristonhos de saudade, lágrimas soltas, lembranças partilhadas em conversas amigas.

Os falecidos coexistiram conosco, fazem parte da nossa história vivida. Encarar e ter consciência da morte ao nosso lado, dar vazão aos sentimentos da perda ajuda o amadurecimento pessoal.

Como avaliamos a nossa própria vida? Com quais valores pensamos o enigma da morte? Chorar, exteriorizar a dor do luto é bom para a saúde física e mental quando se sabe administrar a sequência dos fatos. Não é bom, isso não, acrescentar mais sofrimento ao que nos traz a ordem natural das coisas.

Segundo os psicólogos, o tempo de luto acentuado não deveria ir além de dois anos. Guardar objetos que pertenceram aos falecidos por motivo de estima pessoal pode ser um legítimo consolo, desde que sem neuroses, sem atitudes patológicas e sem trazer pessimismo nas relações de família.

Saber viver o luto sem falsas expectativas de contatos com os mortos, sem se deprimir e sem curtir estados de tristeza que parecem mórbidos e doentios. Será preciso cuidado para não perder a resistência psicológica sadia e cair num estado psicótico perigoso para a saúde mental e até para a vivência da fé e da esperança cristã na ressurreição de Jesus.

Adotar uma solidão sombria não combina com esta esperança. Diante da morte e do luto pode haver dois tipos de reação. A do silêncio taciturno do descrente, mudo em seu próprio vazio interior; e a solidão psicótica que perpetua o luto numa tristeza sem fim. Entre essas reações coloca-se a esperança cristã: sofrida sim, mas serena e solidária com os demais que vivem a dor da perda. Ela vem da fé naquele que ressuscitou como primogênito dos mortos e é o Senhor, fonte e fim da vida.

A esperança cristã vem da fé naquele que ressuscitou como primogênito dos mortos e é o Senhor, fonte e fim da vida!

Oração pelas Vocações

Pai de bondade e infinita misericórdia, Senhor da messe e autor de toda vocação. Vós que chamais homens e mulheres de todos os tempos para vosso serviço nos diferentes estados de vida, com gratidão e confiança nas vossas promessas,elevo minha súplica para que vosso Santo Espírito, derramado em mim no batismo.

Renove meu coração,para escutar vossa Palavra,e escutando-a possa acolhê-la, para assim responder a vosso Plano de amor nas circunstâncias concretas da minha vida. Assim mesmo vos peço para que nunca me canse de procurar-vos, peço por aqueles que são chamados ao sacerdócio ministerial, para que respondam com generosidade, peço-vos pelos chamados ao matrimônio, para que ao constituírem uma família, os pais possam cumprir sua nobre missão.

Peço-vos ainda pelos que são chamados à vida consagrada e religiosa, para que sejam autênticas testemunhas de que o amor é real e pode ser vivido.

Suplico-vos Senhor por aqueles que são chamados aos diversos ministérios e se colocam a serviço da comunidade para que nunca lhes falte vossa graça.

Senhor, meu Deus, acolhei minhas preces e iluminai meu caminho, para que opte sempre pelo vosso e descubra nele a verdadeira felicidade e realização, pois vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida.

Bastidores do Terço de Aparecida

Rezar e refletir a oração e os mistérios do Santo Terço é chegar ao Pai pelas mãos carinhosas de Maria. Assim, como uma sábia história, eis a contemplação do Terço:

“- Quando eu pego na cruz, lembro-me que o filho de Deus derramou todo o Seu sangue pregado numa cruz para salvar a humanidade.

Esta primeira conta grossa me lembra que há um só Deus Onipotente.

Estas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espirito Santo.

Esta outra conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai Nosso.

O terço tem cinco mistérios que fazem as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem dez ave-marias, que me fazem lembrar os dez mandamentos que o Senhor mesmo escreveu nas tábuas de Moisés.

O Rosário de Nossa Senhora tem quinze mistérios, que são: Cinco gozosos, Cinco dolorosos e Cinco gloriosos.

De manhã quando me levanto para iniciar a minha luta do dia, eu rezo os mistérios gozosos, lembro-me do humilde lar de Maria em Nazaré.

No meio do dia, no meu cansaço e fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me lembram a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário.

Quando chega o fim do dia com todas as lutas vencidas eu rezo os mistérios gloriosos, que fazem lembrar que Jesus venceu a morte para nos dar a salvação e a toda humanidade”. Veja esta história na íntegra.

Diariamente a Rede Aparecida de Comunicação dedica em sua programação o programa Terço de Aparecida, conduzido pelo Pe. Hélder José e Daniela Espíndola, um espaço de acolhimento espiritual, os devotos têm a oportunidade e expressar suas dificuldades e seus problemas e, no programa, o Brasil reza pelas intenções pedindo a intercessão da Mãe Aparecida.

Acompanhe o Santuário em Ação e conheça, com Jéssica Fernandes, os bastidores do Terço de Aparecida:

 

Oração para todos os dias

Deus Pai, que pela paixão, morte e ressurreição de teu Filho nos deste vida nova; Senhor Jesus, que aceitaste te entregar por nós e nos deixaste o sacramento do teu Corpo e Sangue para nossa salvação; ajuda-nos a viver nosso batismo e nossa vocação de profetas anunciadores de um tempo novo.

Concede-nos, Pai, meditar com piedade os mistérios de teu Filho, Pobre e Crucificado, abrindo-nos ao amor. Que nossas tristezas, incertezas e frustrações não nos impeçam de enxergar em nossa vida o Cristo Ressuscitado que caminha conosco sem que o percebamos.

Fica conosco, Senhor, e não permita que se ponha para nós o Sol de nossa esperança por uma vida feliz junto a ti, na eternidade.

Amém.