Todos os anos durante o período quaresmal, tempo de conversão, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) realiza a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo despertar a solidariedade de seus fiéis e de toda a sociedade em relação a um problema concreto que envolve toda a nação.
O tema deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública”.
No Santuário Nacional, a abertura oficial será na próxima quarta-feira de cinzas, durante a missa das 9h.
A celebração será presidida pelo Cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis.
A Campanha da Fraternidade, inspirada no livro do Eclesiástico, retira o lema deste ano “a saúde se difunda sobre a terra” (cf. 38,8).
A doença não é fruto de pecado, nem castigo de Deus e causa de atos que praticamos irresponsavelmente.
Jesus não apenas cura os doentes, mas resgata o ser humano para o meio da sociedade.
O sofrimento é de difícil aceitação para a humanidade. Geralmente o sofrimento é entendido como um dos grandes entraves à jornada existencial do homem.
O sentido da cruz é a realização mais perfeita das palavras de Jesus: “Meu Pai… não se faça como eu quero…faça-se a tua vontade” (cf. Mt 26,42).
O Papa Bento XVI nos lembra, que a Igreja como comunidade deve praticar o amor.
São João diz: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei,…” (cf. Jo 13, 34).
O sacramento dos enfermos é tido pela Igreja como um sacramento de cura, corporal e espiritual, é um sacramento que consagra uma situação de vida, ou seja, a situação de doença, confiando ao doente à missão de completar, no próprio corpo, o que falta à paixão de Cristo.
O Papa Bento XVI diz: “A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre”.
A Campanha foi lançada oficialmente pela Arquidiocese de Aparecida no dia 1º de fevereiro.



