Meus Irmãos e minhas Irmãs, paz!
Assistam a reflexão que deixei aos fiéis na missa das 9h do dia 23 de setembro no Altar Central do Santuário Nacional.
Abraço fraterno,
P. Darci
Meus Irmãos e minhas Irmãs, paz!
Assistam a reflexão que deixei aos fiéis na missa das 9h do dia 23 de setembro no Altar Central do Santuário Nacional.
Abraço fraterno,
P. Darci
O ato de fazer festa é tão antigo quanto a humanidade. Celebrar é uma maneira de aprovar e confirmar o que nos é importante e não deve ser esquecido. Por mais variados que sejam os motivos e as formas das festas, trata-se sempre de celebrações de acontecimentos notáveis, dignos de serem lembrados e agradecidos.
Depois da experiência do acontecimento de Cristo ressuscitado, nada mais lógico que a Páscoa projetasse sua luz sobre todas as festas da Igreja e se tornasse, por sua vez, o objeto central das celebrações do cristianismo. O mistério pascal cristão foi celebrado primeiramente aos domingos, como páscoa semanal, até que se introduziu a festa da Páscoa da Ressurreição como Páscoa anual.

Mas a vivência da fé exigiu novos desdobramentos do tema fundamental da Redenção. Assim, a evolução histórica das festas cristãs passou a incluir também outros acontecimentos da vida de Cristo, desde a encarnação até a glorificação e sua segunda vinda, no final dos tempos.
O vasto calendário das festas religiosas, engenhosamente construído pela Igreja, tem um único objetivo: que a comunidade celebrante perceba o poder triunfador da Páscoa de Cristo, razão central da nossa fé. Incluem-se aqui as celebrações de Nossa Senhora e as memórias dos mártires e santos, em cujas vidas manifestou-se o Senhor ressuscitado.
Nesse contexto, no terceiro domingo do mês de julho, os redentoristas festejam o Santíssimo Redentor como uma celebração própria da Congregação. O fundador, Santo Afonso Maria de Ligório, quis os seus “filhos espirituais” plenamente identificados com o Cristo redentor da humanidade, com as mesmas atitudes e os mesmos sentimentos Dele. Nossa vocação é continuar a presença de Cristo e sua missão de redenção no mundo, pregando a Palavra de Deus aos pobres e mais abandonados. Daí o nome que nos distingue: Missionários do Santíssimo Redentor – Redentoristas!
Qual o sentido da festa do Santíssimo Redentor?
O mistério da Redenção começa com a Encarnação de Cristo, se realiza em plenitude na Páscoa e se perpetua na Eucaristia. No Natal, quando o céu e a terra se encontram, ganhamos de Deus o maior de todos os presentes: seu divino Filho se fez um de nós para que Nele nós fossemos mais! Na Páscoa, naquela noite em que Jesus rompeu o inferno e ressurgiu vencedor da morte, proclamamos: de que nos valeria ter nascido, se Ele não nos resgatasse em seu amor? Ainda, como cantamos na liturgia pascal: “ó culpa tão feliz que há merecido a graça de um tão grande Redentor!” Celebramos Jesus Cristo no seu mistério de Redenção. Celebramos não somente como um fato histórico, mas em seu sentido intrínseco: o amor do Pai que nos deu seu Filho único e o amor do Filho que, obediente ao Pai, entregou-se pela salvação de todos. Em Cristo o Pai quis restaurar todas as coisas, assim o amor do Pai pelo Filho nos atinge, nos resgata.
Na festa do Santíssimo Redentor, pela celebração litúrgica, nós nos aproximamos desse mistério do Redentor para em Cristo, com ele e por ele, dar graças ao Pai e implorar: “Continuai em nós, Senhor, a obra que iniciastes”.
Assim seja. Amém!
Pe. Darci Nicioli, CSsR
A Imagem da Virgem Aparecida é feita de terracota, um barro tipicamente paulista. Ela mede 36 centímetros de altura, pesando 2550 quilogramas de peso. Sua negritude se deve, primeiramente, à fumaça das velas queimadas em seu louvor, e, depois, à permanência da Imagem, em dois pedaços, durante muito tempo, no fundo lodoso do rio Paraíba do Sul. Além disso, sua tonalidade escura a identifica com o povo brasileiro, em suas características raciais. Naquele momento histórico da escravidão, Maria surgiu como Rainha em forma de escrava para que os escravos se tomassem livres.
Desejo uma excelente semana, suplicando para a sua vida e de sua família as mais copiosas bênçãos, através da intercessão materna de Maria, a Senhora Aparecida.
Um abraço amigo do Reitor,
Pe. Darci José Nicioli, CSsR