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A Boa Nova da família

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A Igreja tem um modelo próprio de família. Proclama-a como boa nova para a humanidade. E o faz por duas razões:

Primeiro, porque se trata de uma obra de Deus. De fato, o ser humano não foi criado por Deus como indivíduo, mas como casal. Criou-o homem e mulher, declarando não ser bom o homem viver só.

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Segundo, porque a família é fonte de graças e de vida. Está baseada num sacramento, sinal eficaz e permanente das graças divinas, não só para garantir sua unidade e indissolubilidade, mas também para proporcionar felicidade a seus membros e amparar a vida que nela se gera.

Podemos resumir esta boa nova no amor. Envolve aconchego, carinho e convivência. Vem por isso definida como Igreja doméstica. São João garante que quem ama conhece Deus, o que equivale a dizer que faz uma experiência de Deus e, consequentemente, tem junto de si, uma presença contínua para o amparo, o incentivo e a felicidade. Jesus prometeu que estará presente onde dois ou mais estiverem reunidos em seu nome. Por isso, antes de instaurarem sua convivência matrimonial, que se deseja estável e consistente, o casal cristão vai à Igreja para buscar esta presença inefável e carinhosa.

 

"A boa nova da família se concretiza no relacionamento familiar. O ser humano não é indivíduo, mas família". 

A boa nova da família se concretiza no relacionamento familiar. O ser humano não é indivíduo, mas família. Retrata e concretiza quatro relações fundamentais, simbolizando o mistério da SS. Trindade: conjugal, paterna, filial e fraterna, concretizadas n pessoas queridas dos esposos, dos pais, dos filhos e dos irmãos. É neste aconchego que a vida humana se desenvolve e realiza. Pessoa quer dizer relação. Quanto mais alguém se relaciona, mais pessoa é e, inversamente, quanto mais se fecha sobre si mesmo, mais indivíduo e menos pessoa se torna.

A Igreja proclama a boa nova da família. O Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consotio, garante que o futuro da humanidade passa pela família. Evidentemente trata-se do modelo da família que a Igreja propõe, baseada na Revelação divina. Por isso o Papa Bento XVI declara este modelo de família patrimônio da humanidade. Significa que deve se investir nela para preservá-la e promovê-la.

A promoção da família envolve quatro atitudes básicas: Primeiro é preciso amá-la. É o que temos de mais precioso em nossa vida. Merece nosso tempo e dedicação. Segundo, o dever anunciar esta boa nova à humanidade como modo sublime de convivência e de realização humana. Terceiro, a preparação para ela, para que produza os devidos frutos de convivência e de fecundidade. Quarto, o amparo às famílias em crise, para que recuperem seu ideal original e voltem ao primeiro amor, realizem seu primeiro sonho em toda a sua profundidade e se relacionem de modo cada vez mais profundo e amoroso, no plano do amor conjugal, da paternidade responsável e da fraternidade acolhedora. 

Creio na família
Creio, Senhor, na família:
Tal como saiu de vosso projeto criador,
Fundada sobre a rocha do amor eterno e fecundo.
Vós a escolhestes como vossa morada entre nós,
Vós a quisestes como berço da vida.
Creio, Senhor na família:
Também quando em nossas casas entra a sombra da Cruz,
Quando o amor perde seu fascínio originário,
Quando tudo se torna árduo e penoso.
Creio, Senhor, na família:
Como sinal luminoso de esperança em meio à crise de nosso tempo;
Como fonte de amor e de vida.
Como contrapeso das muitas agressões do egoísmo e da morte.
Creio, Senhor, na família:
Como meu caminho para a realização humana plena,
Como minha vocação à santidade,
Como minha missão para transformar o mundo
À imagem de vosso Reino, Amém.
(E. Masseroni)

Dom Dadeus Grings
Arcebispo Emérito de Porto Alegre

Fonte: Arquidiocese de Porto Alegre.


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