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O balde furado

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Certa vez, um dos monges de um mosteiro cometeu uma falta grave. Chamaram, então, o ermitão mais sábio da região, para ir até o mosteiro julgá-lo. O ermitão se recusou. Mas, insistiram tanto que ele terminou por ir.

Antes, porém, pegou um balde e fez vários furos embaixo. Ao chegar perto do mosteiro, encheu o balde de areia e foi caminhando, enquanto a areia escorria pelos furos e caía no chão.

Os monges o avistaram e vieram ao seu encontro. Um deles lhe perguntou o que era aquilo. O ermitão respondeu: “Vim julgar o meu próximo. Meus pecados estão escorrendo atrás de mim, como esta areia. Mas, como eu não olho para trás, não os vejo”.

Diante da lição, os monges desistiram da punição ao pobre infrator.

Nossos pecados escorrem atrás de nós como a areia daquele balde. “Por que observas o cisco que está no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho e, então, enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Lc 6,41-42).

No caso da mulher adúltera, Jesus nos dá o mesmo ensinamento, de forma diferente (Cf Jo 8,1-11).

Maria Santíssima é chamada Mãe de Misericórdia. A virtude da misericórdia nos leva a ser rigorosos conosco mesmos, mas muito compreensivos com as falhas do próximo.

Fonte: O balde furado

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