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O que tem me escravizado hoje? Eu me dou conta disto?

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Foto: Shutterstock

No dia 13 de maio de 1888 a princesa Isabel assinou a Lei Aurea que culminou o processo de libertação dos escravos. Essa foi, com certeza, uma vitória para a cidadania e para a dignidade da humanidade, mas também é evidente que os problemas não acabaram por aí, nem desapareceram como por passe de mágica. Da mesma forma, podemos pensar na libertação que Jesus nos trouxe em relação ao pecado. Se bem a sua vitória é verdadeira, muitas vezes ainda nos vemos escravizados por nossos pecados. Como entender esse fenômeno?

 

"Jesus nos libertou do pecado, mas essa libertação precisa se fazer efetiva em cada um de nós"

Para responder em poucas palavras podemos olhar o que nos diz o catecismo quando fala sobre o pecado e sobre a salvação de Cristo. Se bem entramos na Vida de Cristo pelo Batismo, ou seja, começamos uma vida totalmente nova na qual o pecado original é limpado, também é verdade que continuamos experimentando a concupiscência, uma certa tendência ao mal, que, como nos diz o catecismo, permanece para o combate. Que combate? O espiritual. Por meio dele podemos escolher livremente afastar-nos do mal e caminhar em direção a Deus, sempre ajudados pela sua Graça, sem a qual não poderíamos fazer nada.

Mas muitas vezes não nos damos conta disso. Esquecemos muito facilmente que essa tendência em nós é real e que se não trabalhamos por governa-la, certamente ela nos levará por caminhos distantes do Senhor. A Igreja, mestre em humanidade, conhece esse coração frágil do homem e está sempre ao seu lado para acompanha-lo nesse caminho, seja ensinando, seja perdoando, seja alentando a que retomemos a luta. Quando a Igreja fala, por exemplo, dos sete pecados capitais, ou dos seus mandamentos, ela não está querendo impor regras que limitam a nossa liberdade. Pelo contrário, está querendo iluminar a nossa consciência para que possamos ser mais livres para escolher o bem e rejeitar aquilo que nos faz mal.

O pecado atua no campo espiritual da mesma forma que a escravidão no campo material. Ele nos prende, nos amarra de tal forma que ficamos sozinhos, imersos no nosso egoísmo, na autocontemplação, fechados em nós mesmos. Vale a pena que nos perguntemos hoje: O que tem me afastado de Deus e dos demais? E se não nos é fácil pensar sozinhos, busquemos escutar o que nos diz a Igreja, o que nos tem dito o Papa Francisco, ou fazer um exame de consciência levando em consideração os mandamentos de Deus e da Igreja (Esquecendo aquela visão autoritária, mas pensando em que esses mesmos mandamentos são sinais de misericórdia para conosco).

Jesus nos libertou do pecado, mas essa libertação precisa se fazer efetiva em cada um de nós por meio da nossa aceitação e da nossa cooperação por viver uma vida cada vez mais livre, reconciliada. As vezes não é fácil e pode, inclusive, vir a tentação de querer voltar a escravidão. Isso aconteceu com o povo de Israel no deserto, que diante das dificuldades se perguntava se não teria sido melhor continuar como escravos no Egito. Mas não é melhor. Deus tem um projeto para nós, uma terra prometida a qual Ele quer nos conduzir. Mas para chegar lá precisamos purificar-nos de tudo aquilo que ainda nos acorrenta a essa vida de escravidão. Somente assim poderemos ser verdadeiramente livres filhos de Deus.

Colunista irmão João assinatura

 

 

 

 

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