Por André Somensari Em Notícias

Santas Missões concluem trabalhos na Arquidiocese de Aparecida

Santas Missões Populares - André Somensari JS

Foto: André Somensari/JS

As Santas Missões Redentoristas, ou Santas Missões Populares, como são conhecidas por muitos, estiveram em todo o primeiro semestre, deste ano, na Arquidiocese de Aparecida. Dezoito paróquias, localizadas nas cidades de Guaratinguetá, Lagoinha, Potim, Roseira e Aparecida (SP), realizaram um extenso e profundo trabalho missionário e evangelizador nas comunidades, abrangendo leigos e religiosos. A Arquidiocese foi escolhida, pela 6ª vez em sua história, para receber a missão, em virtude do Jubileu Tricentenário do encontro da Imagem da Padroeira e do Ano Santo Mariano. As missões anteriores foram realizadas em 1954, 1965, 1975, 1985 e 2003.

As Santas Missões, que consistiram em visitar as comunidades, fazendo encontros de formação, foram divididas em cinco etapas, atendendo ao pedido da arquidiocese. Elas foram ao encontro de algumas necessidades pontuais locais, como atender lugares, onde não há uma ação de Igreja, despertar novas lideranças e ajudar na superação de uma pastoral meramente de manutenção. A missão foi uma oportunidade para realizar um mapeamento de toda a realidade da Igreja na Arquidiocese de Aparecida, deixando-a mais organizada para o futuro.

“Quando falamos em Santas Missões Populares, estamos falando de uma Pastoral Extraordinária, colocada a serviço da Pastoral Ordinária de um determinado lugar. Por isso expressamos as missões como “um tempo da graça de Deus”, querendo expressar a irrupção de um kairós, de um “tempo forte da presença atuante de Deus em uma comunidade cristã.” As Santas Missões são um acontecimento eclesial, que somente pode ser compreendido como um momento forte de serviço à Pastoral Ordinária de um lugar. Elas têm um caráter subsidiário. Isso se faz a partir do Envio Missionário, realizado pelo bispo diocesano ou pelo pároco responsável pela paróquia, como também pela participação de todos os membros ativos da grande comunidade paroquial, pois assim se assegura a continuação e a consolidação da missão”, disse padre Inácio Medeiros, superior provincial dos Missionários Redentoristas da Província de São Paulo.

:: Receba o Jornal Santuário em casa

Uma das paróquias visitadas pelas Santas Missões foi a de São Francisco de Assis, localizada no Parque São Francisco, na cidade de Guaratinguetá (SP). Seu pároco, Padre Matusalém Gonçalves dos Santos, mais conhecido como Padre Mattos, falou-nos dessa experiência de receber as Missões.

“Foi um momento de muita evangelização e de revigoramento daquilo que nós já temos, nossa fé pelo nosso batismo, além de ser um grande despertar para a realidade que estamos vivendo na Igreja hoje. As Missões vieram nos trazer esse lembrete especial de que nós podemos caminhar em pequenas comunidades e despertar novas lideranças. Foi um momento muito especial que estávamos precisando que acontecesse em nossa arquidiocese”.

Padre Mattos lembra também os momentos mais marcantes das Missões: a visita da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e a oração nas casas.

“Causou muito impacto, pois mobilizou as famílias. Foram 30 encontros nas casas. As famílias saíam em procissão de casa em casa para rezar pelas famílias; foi muito importante, pois nos fez lembrar de que não podemos nos esquecer de Nossa Senhora em momento nenhum. Ela é nossa Mãe, nossa intercessora”.

Família Galvão e Padre Mattos Santas Missões JS

Família Galvão e padre Mattos, na Paróquia São Francisco de Assis, em Guaratinguetá (Foto: André Somensari/JS)

Tal opinião positiva também foi compartilhada pelos leigos da paróquia, conforme nos relatou o casal Geraldo e Sidnéia Galvão.

“Foi muito bonita e emocionante as visitas de Nossa Senhora; as famílias que receberam a Imagem da Santa em suas casas se emocionaram bastante”, disse Sidnéia.

“Nós trabalhamos como coordenadores de nosso setor missionário e vivenciamos as Missões também em nossa casa, como família. Foi um momento muito importante e único, pois está acontecendo no Jubileu dos 300 anos e não sabemos quando voltará a nossa arquidiocese de novo”, afirmou Geraldo.

Para os sacerdotes, leigos, comunidades e Arquidiocese como um todo, fica o legado de mais essa passagem das Santas Missões Populares.

“As Santas Missões deixaram para nós um despertar para vivermos o evangelho, não o esquecendo de forma alguma, além de nos ajudar a cumprirmos nosso compromisso de batizados com a Igreja e com Jesus Cristo”, enfatizou padre Mattos.

O encerramento oficial das Santas Missões Populares na Arquidiocese será no dia 18, com Santa Missa às 18h, na Praça do Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0
Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por André Somensari , em Notícias

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.