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Perdoar é viver o amor que vem de Deus

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perdão

"Muitos pensam e dizem que o dom e o perdão são palavras bonitas, mas impossíveis de pôr em prática. Graças a Deus, não é assim! Na verdade, é recebendo o perdão de Deus que somos capazes de, por nossa vez, perdoar aos outros. Por isso, Jesus nos faz repetir estas palavras todos os dias, quando rezamos o Pai-Nosso. As famílias cristãs podem ajudar muito a sociedade atual e a própria Igreja. Por isso desejo que, no Jubileu da Misericórdia, as famílias descubram de maneira nova e mais profunda o tesouro do perdão recíproco", disse Francisco perante os milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano no dia 4 de novembro, lembrando que sem o perdão nenhum amor pode durar no tempo.  

 

"O perdão, embora pareça ser uma expressão de pobreza é na verdade uma fortaleza, nele se esconde a força de Deus..."

Com o Ano da Misericórdia, o Papa Francisco quer nos ensinar o “tesouro do perdão” como canal para uma sociedade e uma Igreja melhores.

É cientificamente comprovado que a causa de muitas doenças, inclusive físicas, radica-se na falta de perdão. O perdão, embora pareça ser uma expressão de pobreza é na verdade uma fortaleza, nele se esconde a força de Deus, explicou monsenhor Irineu Batista, Chanceler da Cúria Diocesana da cidade de Taubaté, ao refletir sobre a citação do Pontífice.

O sacerdote destacou outro ensinamento expresso pelo Papa Francisco que deve ser compreendido por cada um de nós: “O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O primeiro a perdoar é o mais forte. E o primeiro a esquecer é o mais feliz”.

Monsenhor diz que para aprender a perdoar basta contemplar Jesus na Cruz, pois essa é a escola de todas as virtudes.

“Quando nós temos a convicção do tamanho do amor que Deus tem por nós, a nossa vida assume outra direção e até o amor aos inimigos e o perdão são possíveis.”

Salientou também a profundidade do perdão que deve ser visto como um ato de fé.



Pontuou que perdoar não significa esquecer, mas se lembrar sem se ferir e sem sofrer.



Outro ponto importante é a compreensão e o entendimento do outro.  Monsenhor Irineu citou um exemplo: "Certa vez perguntaram a um casal de velhinhos que muito se amavam...como consguiram viver com tanto amor, com tanta intensidade e por tanto tempo...Eles responderam que tinham vivido a adolescência e a juventude num tempo da sociedade em que se consertavam as coisas que se quebravam e não as jogavam fora."

 

Com o perdão vêm as lições, consequência dessa atitude que leva as pessoas a vivenciarem o amor de Deus e a viverem em comunhão com o propósito de fé.


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