Por Rádio Aparecida Em Notícias Atualizada em 05 NOV 2018 - 08H34

Psicóloga explica como abordar pessoas sensíveis após a morte de alguém próximo

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A morte é um grande mistério e, por muitas vezes, é um incômodo falar sobre ela. Como um processo natural da vida, em algum momento teremos de nos deparar e lidar com a perda de um ente querido. A psicóloga Célia Cerqueira auxilia nessa questão:

Porque é tão difícil para as pessoas aceitarem a morte e também lidar com ela?

Não saber a hora do momento exato da morte causa a angústia. Isso é visto como uma violação do corpo físico, instinto de sobrevivência, medo de tudo que tem de significativo na vida que vai se perder… O ser humano não vê a morte como parte da vida.

Como podemos explicar a morte para pessoas sensíveis?

Na velhice, nem sempre a morte é vista como sofrimento, mas há ressalvas. Quando um idoso tem, por exemplo, uma limitação física, ele tem um melhor discernimento de entender a morte do que os mais jovens.

Para as crianças é mais difícil, principalmente quando o adulto que vai falar não aprendeu a lidar com a própria morte. É necessário utilizar uma linguagem clara e, acima de tudo, sem mentiras.

Existe um tempo considerado normal para superar a morte de alguém?

Não existe um tempo 'normal'; o luto não tem um tempo fixo de duração, pode levar anos. Há estudos que indicam que a durabilidade pode ser de 6 meses a 2 anos, dependendo da pessoa. O importante é se entregar às dores e chorar para que, aos poucos, se aceite a ideia do luto.

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