Por Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R Em Notícias Atualizada em 24 ABR 2018 - 10H43

Beato Gaspar Stangassinger: 30 anos de sua beatificação

Site Stiftsland.
Site Stiftsland.
Ilustração do beato redentorista Gaspar Stanggassinger.

No dia 24 de abril celebraremos os 30 anos da beatificação do Padre Gaspar Stangassinger pelo Papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma.

Toda data cheia como esta traz um significado especial na nossa vivência cristã e redentorista. Vale aqui recordar um pouco da vida e da missão deste nosso beato. E para isso, sirvo-me de um texto escrito pelo Pe. José Oscar Brandão:

“Gaspar não era um intelectual. Entretanto, foi sempre um bom aluno. Aluno aplicado, esforçado, perseverante. Mostrou muita garra, sobretudo, quando resolveu estudar e quando resolveu ser padre. Com dificuldades conseguiu acompanhar os colegas na maioria das matérias. O que lhe faltava, porém, em inteligência, sobrava-lhe em perseverança, em tenacidade e em piedade.

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Desde pequeno quis ser padre. Para isso, sempre teve o apoio da mãe. Mas, quando Gaspar manifestou a vontade de ser da Congregação dos Missionários Redentoristas e de pertencer à Vida Religiosa, o pai, embora religioso, não quis dar o consentimento. Todavia, sentindo que este era o chamado de Deus, Gaspar não desistiu. Rezou. Ficou firme. E foi. Foi para ser sacerdote, missionário redentorista. Era o ano de 1892. Felizmente, o pai se arrependeu por ter feito resistência e, depois, abençoou o filho.

Vida curta, mas abençoada

O Padre Gaspar morreu cedo. Morreu jovem, com 29 anos de idade. Guardava ainda no coração grandes planos e muito idealismo pelo Reino de Deus, pela Igreja, pelos irmãos pobres e abandonados. Entretanto, Deus quis que ele partisse moço e bem cedo. Nada fez de extraordinário em sua vida. Mas fez bem todas as coisas de sua vida simples e de cada dia.


Urna com os restos mortais do beato.

Nós costumamos medir os anos de vida pelo tempo que passa. Deus ao contrário, mede o valor de vida não pelo número de anos nem pelo tamanho de realizações, mas pela intensidade de nosso Amor”.

Assim escreveu Gaspar Stangassinger em seu diário ao ser ordenado: “Sou sacerdote pela misericórdia de Deus ... Quero ser tudo para todos como instrumento nas mãos de Deus. Se pudesse escolher, ficaria entre os mais pobres, os mais abandonados e os mais simples. Esses são os que mais precisam de meu sacerdócio”.

Que esta data tão especial traga para todos nós uma lembrança da vida e do ardor apostólico de Stangassinger, o que deve continuar a nos motivar, impulsionar e gerar fidelidade em nossa missão, especialmente chamados que somos a sermos “testemunhas do Redentor, solidários para a missão, em um mundo ferido”.


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