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O perigoso desprestígio dos políticos

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Protestos em Brasília_foto: Agência Brasil
"O homem é um animal político" (Aristóteles)

Em todos os grupos sociais (clubes, empresas, Igrejas) há necessidade de uma ação política, para manter vivo o objetivo das mesmas. Todo homem é, por natureza, político, pois tem poderes e convive com outros que têm também poderes.

:: Nota da CNBB sobre as graves denúncias de corrupção política
:: Os males da corrupção

Não se pode assim, ignorar o poder do Estado (governo) em sua política de promover o bem-estar de todos os seus súditos. Pode-se questionar o tamanho de seu poder (liberalismo, comunismo, socialismo), pode-se desafiá-lo a mudar sua ação política, mas não se pode ignorar o seu poder. Os ricos querem um estado menos intervencionista, por isso, buscam o controle dele. Os que desejam mudar a situação que ai está não podem ignorar a importância de uma ação política transformadora.

 

"Os que desejam mudar a situação que ai está não podem ignorar a importância de uma ação política transformadora".

Tudo isto lembrado, você já pode concluir o quanto é prejudicial o desprestígio da classe política. O povo não vê com bons olhos os nossos políticos. Pudera! No meio de tanta injustiça, tanta corrupção, mentira, contradição! Ainda mais, quando os meios de comunicação social, dominados pelos poderosos do dinheiro, ridicularizam as atividades políticas, mostrando suas inconsequências, mas não mostrando aqueles que corrompem os políticos com o poder do dinheiro. Felizmente alguma coisa começa a mudar neste sentido.

Desprestigiar a atividade política é contribuir para o retardamento da conquista daquela sociedade justa e democrática, ideal, não utópica, mas possível.

O poder é necessário, condenável é o abuso do poder exercido como imposição de uns sobre os outros. Assim, nos grupos sociais, é necessário um objetivo comum, fruto do poder coletivo, senão os poderes individuais entram em atrito.

O que estamos presenciando atualmente entre nós: grupos que se beneficiam com a atual organização política, têm poder sobre o Estado, enquanto que a maioria (pobre) deseja mudanças na ordem política, mudanças que só serão conseguidas pela disputa política na conquista do poder do Estado.

É necessária a participação popular, apoiando as lideranças comprometidas com a maioria, os pobres.

Atenção, lideranças cristãs! Jesus já deu o exemplo, colocando todo seu poder a serviço da humanidade. O grande desafio da espiritualidade cristã na política é dar unidade a todos os grupos que lutam pelas causas populares.

 

Padre Jésu Assis, C.Ss.R
Província Rio de Janeiro


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