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REDENÇÃO em santo Afonso e na vida Redentorista!

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Celebração de Envio Missionário na Vice-Província da BahiaMuito se tem falado dos missionários redentoristas. Pela Rádio e TV Aparecida, pelo portal A12.com e por uma outra série de meios de comunicação, esses missionários, filhos de Santo Afonso, apregoam a espiritualidade da redenção. Em tempos de Semana Santa, a palavra redenção está em alta, e como herdeiros de uma espiritualidade redentora, torna-se quase uma obrigação que os redentoristas tenham claras inspirações sobre o que a teologia entende por redenção. Assim, como um seguidor de Afonso, ouso partilhar com vocês algumas dessas inspirações que motivam o jeito de ser do missionário redentorista!

Para tanto, voltemos rapidamente ao contexto histórico no qual viveu Afonso, Nápoles, do Século XVIII. Entre tantas linhas espirituais, existia uma forte corrente espiritual chamada jansenismo. O jansenismo era uma espiritualidade rigorista, extremista, excludente. Para os jansenistas, Jesus era um severo juiz, cuja morte salvou poucos escolhidos; o mundo para o jansenista era mal e depravado, eram rigoristas com práticas penitenciais e pregavam que a comunhão era reservada para pouquíssimas pessoas, cuja santidade fosse rigorosamente comprovada.

Mas Afonso não pensava assim e ousou questionar essa linha espiritual maléfica e mesquinha. Para Afonso, Deus quer que todos, sem exceção, sejam salvos em Cristo, pelo amor apaixonado de Jesus pela humanidade pecadora. A chave de leitura da espiritualidade Alfonsiana é o amor: o amor de Deus pelo homem e do esforço do homem, reconhecendo este amor, em amar a Deus. 

 

"Deus não enviou seu Filho Jesus para pagar pelos nossos pecados, mas para ensinar-nos o amor incondicional a Deus, esse sim capaz de nos resgatar das torpezas humanas".

Afonso vê a encarnação como possibilidade de redenção, de cura amorosa para o ser humano machucado. Deus não enviou seu Filho Jesus para pagar pelos nossos pecados, mas para ensinar-nos o amor incondicional a Deus, esse sim capaz de nos resgatar das torpezas humanas. Na liberdade e no amor Jesus se oferece ao extremo, para que seja extrema nossa vontade de estar mais perto de Deus. 

Sofrimento de Jesus é visto como ato de apaixonamento radical, a loucura da cruz é a loucura do amor. Ao sofrer, nos ensina Afonso, Jesus Cristo como que quer provocar em nós uma resposta rápida de amor, que cura e aplaca o sofrimento. Esta resposta, entretanto, é sempre pessoal! E a oração é sinal claro de que há desejo sincero de estar em Cristo, daí a afirmação lapidar de Afonso: “Quem reza se salva, quem não reza se condena”.

Sermão sobre a Redenção_Felipe Guimares

A Redenção, para Afonso, nasce no interior da pessoa e extravasa em missão. Não há missão ou pastoral redimida, há homens e mulheres que, buscando a redenção, produzem ações redentoras ao seu redor. Para Afonso a redenção é visceral, amorosa, libertadora. Ele não se converteu ao Cristianismo, mas converteu-se a Jesus Cristo. A espiritualidade redentorista e nosso amor pela redenção, nasceu antes do coração do que da razão.

Afonso passa pelas teorias da redenção, vai da expiação e satisfação até a tese da doação amorosa de Jesus pela humanidade, estabelecendo uma visão positiva da Criação e do Homem; A redenção não é ato par salvaguardar a honra de Deus (satisfação), mas para recuperar o sentido do amor na humanidade, dos homens para com Deus que os ama infinitamente (doação); a redenção não veio para corrigir a Criação, mas para dar plenitude a tudo o que Deus tocou com suas mãos!

Os redentoristas, herdeiros espirituais de Afonso, têm obrigação radical de abrir-se a pluralidade cultural da redenção. Estamos em todo mundo, em modos diferentes de entender a vida, e em todos eles, o sentido de redenção será único.

Redentoristas são chamados a jamais sucumbir diante do mal real do mundo, e ao mesmo tempo devem ter a consciência de que o mal jamais será eliminado pela evangelização da Igreja, por mais perfeita que ela possa ser. A redenção definitiva e plena é de Jesus Cristo e Nele somente!

 


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