Por Evaldo César Souza, C.Ss.R Em Notícias Atualizada em 27 ABR 2018 - 15H45

Partilha, fraternidade e o futuro da missão redentorista


Os corredores da casa de Hospedagem Santo Afonso fervilharam nos últimos dias com a presença de algumas dezenas de redentoristas. Conversas animadas, grupinhos falando em cochichos, discussões em grupo, incertezas sobre o futuro e muitas esperanças missionárias foram os ingredientes que deram sabor a Assembleia Extraordinária promovida pelo governo geral da Congregação do Santíssimo Redentor. O tema em pauta foi a reestruturação da vida religiosa dos redentoristas ao redor do mundo. “Queremos ousar com um futuro que garanta o ardor missionário de cada redentorista ao redor do mundo”, afirmou padre Michael Brehl, superior Geral. “O ardor de Santo Afonso é o que nos motiva”, completa recordando a história de Afonso de Ligório, fundador da congregação, o napolitano que tudo deixou para trás ao decidir trabalhar com os mais pobres entre os pobres no ano de 1732.

As partilhas em grupos misturaram a jovem geração e os mais experientes na vida religiosa. Apesar das distâncias cronológicas os dramas diante de um futuro a ser construído de modo completamente renovado são basicamente os mesmos: como superar os limites pessoais e as atuais estruturas para que a Congregação do Santíssimo Redentor possa responder aos apelos dos tempos? Objetivamente os Redentoristas planejam fazer um reorganização geográfica e pastoral de suas unidades de trabalho chamadas “províncias”.

Para o estudante de teologia, Jonathan Antonio da Silva, a assembleia “foi um momento importante de partilha, envolvendo gerações no conhecimento do processo de reestruturação”, mas, segundo ele, o “espírito missionário ainda está muito no ato do fazer, precisamos assumir o ser missionário, rompendo estruturas de apego ao ativismo. Não haverá mudanças sem um compromisso interno de conversão”.

Leia MaisRedentoristas abrem Assembleia Extraordinária em AparecidaMissionários Redentoristas preparam encontros vocacionaisCongresso pretende dinamizar comunicação em paróquias redentoristasO jovem padre Lucas Emanuel encara a situação de reestruturação como algo “desafiante, mas ao mesmo tempo com muitos traços de esperança”. Trabalhando atualmente no Secretariado Vocacional, ou seja, sendo um dos responsáveis pelo acompanhamento e seleção dos futuros religiosos redentoristas, o jovem padre parece não ter medo do que virá. “Mudar estruturas não será o problema, temos que antes mudar o coração”.

Vivendo no Brasil há muitos anos, e atualmente exercendo seu apostolado missionário no sul da Bahia, padre Casimiro Malolepszy entusiasmou-se ao falar dos frutos da assembleia.

“Foi muito rica. Tratamos com seriedade o tema da reestruturação. No começo está tudo muito obscuro, são muitos detalhes, mas devagar a ideia do processo de mudança vai entrando no coração dos confrades”. Outro que avaliou positivamente o momento foi o padre Gabriel Mariano. “Valeu a pena pela integração, convivência e partilha de ideias. Pessoalmente creio que o processo é complexo, mas plenamente possível, contanto que cada um seja capaz de ceder um pouquinho”.

A assembleia realizada em Aparecida foi uma das mais de 90 que já aconteceram ou devem acontecer até o fim desse ano e que pretendem esclarecer um pouco mais o futuro missionário do instituto fundado por Santo Afonso.


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