Por Padre Inácio Medeiros, C.S.s.R Em Redentoristas

Testemunhos do Redentor, solidários na missão em um mundo ferido

bom pastor

Foto: Shutterstock

Um grande esforço que a Congregação Redentorista precisa realizar continuamente é o de descobrir onde estão os cabreiros de hoje. Santo Afonso, ao descobrir o abandono dos cabreiros de Scala, teve coragem de largar tudo e seguir adiante para anunciar-lhes a Copiosa Redenção.

Os tempos são outros; a realidade em continuada mutação, fruto da globalização e dos demais fenômenos da modernidade, está exigindo cada vez mais que os redentoristas, “de olhos abertos para a realidade”, descubram onde estão os sujeitos da evangelização missionária, hoje. Até alguns anos, falava-se das “massas sobrantes” da sociedade. Hoje, somos chamados a olhar com olhos do Bom Pastor, que deixa as 99 ovelhas no redil e sai a buscar aquela que se perdeu, o nosso mundo com os milhões de feridos jogados à beira do caminho. Essa é a nossa missão, a de ver o mundo com os olhos do Bom Samaritano, ou então com os olhos do pai amoroso, que acolhe o seu filho de volta.

Em nossa Província de São Paulo, temos alguns cenários que nos possibilitam essa solidariedade comum no mundo que lança fora os muitos feridos. No Santuário Nacional e nas Missões Populares, é possível praticar a Pastoral da Escuta e do Acolhimento, pois ali as pessoas buscam quase simplesmente uma palavra de carinho. Em nossas paróquias e igrejas, as do interior ou de uma grande cidade, as portas precisam estar abertas para acolher todos. E, quando olhamos para os exemplos daqueles que nos precederam, fica mais fácil vislumbrar qual é a nossa missão.

Em novembro de 2016, aconteceu em Pattaya, na Tailândia, o XXV Capítulo Geral da Congregação, que nos impele justamente nesta direção: no esforço de atualização de nosso carisma, no crescimento do esforço de inculturação nas realidades mais exigentes, na continuação do processo de reorganização, que não tenha apenas o sentido de fundir unidades mais decadentes, somos chamados a continuar, no hoje, no aqui e no agora, a mesma missão e o mesmo carisma de Santo Afonso.

:: Fazei de nós imitadores do Redentor

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