Alfredo Pampalon

Nasceu no dia 02 de novembro de 1867 em Quebec, no Canadá. Fez a sua primeira profissão religiosa, no dia 08 de setembro de 1887. Curso Filosofia (87-89) e Teologia (89-93) em Beauplateau. Foi ordenado sacerdotes aos 24 anos em 04 de outubro de 1892. No dia 04 de setembro de 1885 retorna ao Canadá. Faleceu aos 30 de setembro de 1896 em sua cidade natal. 

No ano de 1906, foi feito o pedido da introdução da causa de beatificação. 

"No terceiro milênio, nesta época de retomo ao paganismo, a figura de Alfredo nos ilumina. Ele é uma flor de virtudes que desperta a juventude e leva-a ao ideal da verdadeira vida". Ele esclarece com seu exemplo os documentos do Concílio sobre a santidade do laicato, do sacerdócio e da vida religiosa. (Pé Geraldo Derochers, cssr biógrafo).

Ligado ao grande Santuário de Santana de Beaupré, onde trabalhara seu pai. Os redentoristas têm cuidam do santuário desde 1878. Eram da província Belga. Vai fazer o noviciado em Saint-Trond, na Bélgica, partindo dia 22 de julho de 1886, com outros 6 colegas, tendo 18 anos e 8 meses. Laja está seu irmão Pedro; redentorista em Beauplateau. O mestre diz deste noviciado: "O grupo de noviços é dos mais turbulentos e difíceis de conduzir". A formação religiosa conserva, neste tempo, muito rigor. Ela se impregna da influência austera do Venerável Padre Passerat, redentorista. Vigário Geral por longos anos, substituto de S.Clemente, morto em 1858 na Bélgica.

Teve dificuldades nos estudos de filosofia e menos nos estudos de teologia. No dia 11.10.1887, ajuda a primeira missa de seu irmão Pedro. Seu latim feito em escola pública, deixa a desejar. Escreve: "prometo a minha boa mãe Mana, tomar-me santo. Minha confiança nela, me faz ter esperança. Por isso eu tomo a resolução de tender sempre à perfeição. Espero guardar esta decisão. Não por minhas força, mas pela graça de meu temo Salvador, e o socorro de minha querida Mãe Maria e de São José".

Ordenado sacerdote no dia 4 de outubro de 1892. Ele diz: Sou padre, e como tal devo ser vítima. Ele o será por seus sofrimentos, como uma oferenda a Deus. Terminados os estudos é mandado para a casa redentorista de Mons dia 31 de agosto de 1893 onde inicia seu ministério sacerdotal.

Permanece aí até abril de 1894 quando volta a Beauplateau onde faz o segundo noviciado preparando para as missões populares. Começam a aparecer os sinais de tuberculose, que o levarão à morte em dois anos. Tem dificuldade de falar, o que lhe causa problemas e humilhações nos exercícios de declamação. Na visita canónica de 1894 o superior anota: Pe. Pampalon e um excelente religioso, sério, recolhido, modelo de obediência e perfeita caridade. Não se nota nele nenhum defeito. Terminado o segundo noviciado volta a Mons, onde exerce o ministério, de modo particular das 7 missões em que participou. Impressiona por sua pregação. O jovem padre é um santo. A palavra de Deus jorra de seu coração de apóstolo. Ele vive o que prega. Ele se inflama do amor de Deus.

Seu ministério não vai longe. Em dezembro de 94 o mal o invade. E a tuberculose. Para ajudar a saúde volta a Beauplateu.

Para Alfredo, o amor de Deus vem junto com a fuga de toda falta voluntária. Para santifícar-se, lemos em suas notas, devo aplicar-me a purificar minha alma de seus defeitos e aí plantar as virtudes. Procura a vontade de Deus na observância da regra. Diz padre Guillot: "Sua saúde já enfraquecida e sujeita, sobretudo durante o inverno a muitos incómodos, não impedia jamais de seguir exatamente a vida comum e de permanecer para todos um modelo de observância". Pe. Alfredo dizia: “Quer ser um grande santo” Observa muito bem tua regra e as prescrições de teus superiores, as menores como as maiores. Feliz aquele que faz isso. Este encontrou a santidade, pois encontrou onde está a vontade de Deus".

E um homem de fé profunda que se manifestava nos mais pequenos gestos. Sua confiança não se abala apesar dos estudos difíceis e da saúde frágil. Sua confiança mantém sua calma e sua serenidade. O segredo de sua vida é o amor de Deus. Inflama-se de amor por Jesus na contemplação do presépio do crucifixo e da Eucaristia. Seu amor por Deus explodirá em grande alegria no sacrifício alegre que fará de sua vida por seu bom Mestre.Ama a Igreja. Possui um zelo que lhe queimava. "Eu quero me tomar santo e fícar sempre santo para trabalhar mais tarde eficazmente pela salvação do próximo". Afirma Pe. Guillot; apesar de ter os talentos ordinários, e dificuldade de pronunciar, Alfredo se preparava constantemente para os trabalhos apostólicos, o sonho de sua vida. É afeiçoado ao ministério da confissão, não podendo por causa de sua fraqueza pregar muito. Sua mortificação era simples, baseada sobretudo em cumprir todas as suas funções. Ele suportava seus sofrimentos sem esmorecer. Sua vida se reveste de humildade, colocando-se como servidor de todos, em espírito de pobreza e castidade.

Alfredo, homem de grande bondade. A doçura era sua virtude dominante, acompanhada de grande alegria. Reserva grande amor para com sua família e seus confrades.

Suas devoções são à Eucaristia, através de longas visitas, celebração bem feita da missa. Não deixa de celebrar a missa, mesmo quando as forças o abandonam. Grande devoto de S. José e SanfAna. Sua vida testemunha que o caminho mais rápido e mais sereno para Deus é a grande afeição para com Maria sua Mãe, dedicando-lhe tantas poesias.

O jovem padre ia bem nas missões. Como o Redentor, ia pregar a boa nova e converter os corações. Exercia um frutuoso ministério. Mais Deus o chama. No dia 29 de setembro de 1894 ele não consegue terminar uma pregação sobre Maria. Está esgotado. Mandam-no repousar. No dia 4 de setembro de 1895 volta ao Canadá. A doença aumenta. Espera a morte com serenidade, sem medo e em meio a orações. Dia 30.09.96, às 8 h abre os olhos, fixa o céu sorrindo dá seu último suspiro. Tinha 28 anos, 10 meses e 6 dias. Dia 2 de outubro é realizado o funeral na basílica de Sant’Ana.

Os confrades confirmam sua santidade. Os milagres são numerosos. Espera-se o milagre para a beatificação.

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