CONCEITO DE ACADEMIA:
Academia é uma instituição que reúne estudiosos e peritos em determinados aspectos do saber humano.
A liderança em reunir intelectuais em debates a favor do bem estar humano coube à Igreja, como lhe coube ainda o pioneirismo em criar universidades e de ser a guardiã de manuscritos históricos e de riquezas artísticas em seus arquivos e museus do Vaticano.
OS PRIMEIROS CENTROS ACADÊMICOS MARIANOS:
Os primeiros centros acadêmicos de temáticas marianas foram:
1835 – Academia da Imaculada, fundada em Roma;
1862 - Academia Bibliográfica Mariana de Lérida, na Espanha.
Nas primeiras décadas do Século XX surgiram as academias marianas nacionais na Bélgica, na França, em Portugal, Alemanha, no Canadá, Colômbia, México.
1950 – A Pontifícia Academia Mariana Internacional, em Roma.
No Brasil, em 1977 foi criada a Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris, na Bahia; em 1978, o “Museu de Maria” em Recife, Pernambuco; em 1985, a ACADEMIA MARIAL DE APARECIDA.
GÊNESE DA ACADEMIA MARIAL DE APARECIDA:
Desde 1967, logo após o Concílio Vaticano II, cogitou-se centralizar no Santuário de Aparecida um instituto de pesquisa sobre Nossa Senhora, tendo como ponto inicial um estudo científico sobre a Imagem Milagrosa de Nossa Senhora Aparecida: origem, autor, encontro, primeiras devoções. A perícia realizada foi publicada em “JUBILEU DE OURO E ROSA DE OURO”, em 1970. Na mesma época a Congregação dos Irmãos Maristas assumiu o empenho de promover e realizar Encontros de Espiritualidade Mariana e Cursos de Mariologia, começando por Aparecida e se estendendo pelo Brasil afora. Os maristas começaram, ainda, a publicação da revista “Nova Aurora”, com temática exclusivamente mariana.
Afastando um pouco no tempo, em 1966, dois irmãos sacerdotes de Campinas, Cônego João Corrêa Machado e Padre Gil Corrêa Machado, vieram a Aparecida. Ao contemplarem a majestosa basílica em construção e sua torre monumental, tiveram a inspiração: perenizar um memorial de tudo quanto se encontrava no Brasil em torno da Literatura, História e Artes, referentes a Nossa Senhora, através de uma Academia. Levaram a idéia ao Cardeal Motta que os acolheu e garantiu-lhes apoio e execução em tempo oportuno.
Em 1978 a Santa Sé concedeu ao octogenário Cardeal um arcebispo coadjutor, com direito à sucessão: Dom Geraldo Maria de Morais Penido.
Dom Penido logo planejou celebrar, em 1979, os 75 anos da Coroação da Imagem, em 1904, com um Congresso Mariano. Na programação, além da visita do Papa Paulo VI para inauguração da Basílica, estava programada a instalação do Centro Mariológico, com a denominação de Academia Marial Brasileira. Com a enfermidade, seguida de morte de Paulo VI, seguida também da morte de seu sucessor, João Paulo I, tanto a sagração do novo Santuário, como o nascimento da Academia Marial foram adiados.
Em 04 de julho de 1980, o Santo Padre João Paulo II vem a Aparecida e visita várias capitais brasileiras. Encanta-se com o hino de saudação a Nossa Senhora: “Viva a Mãe de Deus e Nossa”. Pelo pouco tempo que o Papa passou em Aparecida, a instalação da Academia foi novamente adiada.
Em 1985, no mês de julho, durante o XI Congresso Eucarístico Nacional, tendo como tema o “Magnificat”, nasce a Academia Marial Brasileira, logo chamada de Academia Marial de Aparecida.
A ACADEMIA MARIAL COMO INSTITUIÇÃO
Lavrou-se o Decreto de Criação da Academia, dado e passado na cidade arquiepiscopal de Aparecida, aos 16 de julho de 1985, início do XI Congresso Eucarístico Nacional e Festa de Nossa Senhora do Carmo. Assinaram o Decreto:
- Dom Carlos Furno, Núncio Apostólico no Brasil;
- Dom Sebastião Baggio, Legado Pontifício para o XI Congresso Eucarístico Nacional;
- Dom Geraldo Maria de Morais Penido, Arcebispo Metropolitano de Aparecida.
Pelo mesmo documento deu-se a nomeação do Cônego João Corrêa Machado, primeiro Presidente da Instituição, com a incumbência de estruturá-la e fazê-la funcionar.
- Promulgação: 21 de julho de 1985, data de encerramento do XI Congresso Eucarístico Nacional, em solene assembléia.
- Instalação: 21 de dezembro de 1985, no 11º. Andar da Torre.
O PATRONO:
O Beato José de Anchieta foi escolhido para Patrono da Academia.
Motivo: primeiro autor de texto mariano no Brasil, ao escrever o Poema dedicado à Virgem, nas praias de Iperoig, em Ubatuba, SP.
A LOGOMARCA:
Simboliza Nossa Senhora como a mulher apocalíptica, reflexo do sol com as doze estrelas. No alto do emblema, a coroa da soberana Senhora. Os ramos de louro, símbolo dos imortais da Academia.
Em fundo azul, cor do manto da Padroeira, o monograma da saudação do Anjo Gabriel em prata, que coincide coma as iniciais da Academia. Lido, inversamente, o nome Eva. A cruz acima do A, é a “Cruz da Ordem de Cristo” recordando as bandeiras que conduziam os descobridores, trazendo a Boa Nova da Revelação.
SEGUNDA FASE DA ACADEMIA MARIAL
A primeira fase da Academia Marial de Aparecida foi de 1985, ano de sua fundação, a 1997. Nesta primeira fase, embora sua sede fosse no 11º. Andar da Torre do Santuário Nacional, funcionava como uma entidade autônoma.
Em março de 1997 o Cardeal Dom Aloísio Lorscheider, Arcebispo de Aparecida, declara a Academia Marial uma entidade do Santuário Nacional e nomeia o redentorista, Padre Eugênio Antônio Bisinoto, seu novo presidente. O Santuário passa a ser a entidade mantenedora da Academia, cabendo a ele supervisionar sua direção, orientar seu funcionamento, receber seus relatórios e contratar seus funcionários.
Uma das primeiras providências do novo presidente foi a elaboração de um Estatuto e de um Regimento Interno da Academia, de acordo com o Código do Direito Canônico (can.95). Padre Antonio Silva foi encarregado de elaborar esses dois projetos.
A partir da promulgação do Estatuto, o cargo de Presidente é do Arcebispo, cabendo-lhe: supervisionar e orientar toda a vida da Academia; nomear os sócios ex-ofício; presidir as reuniões do Conselho Diretor.
A direção geral da Academia passa a ser feita por um Conselho Diretor, a quem compete: redigir o Plano Trienal, os planejamentos anuais, os projetos concretos da Entidade.
O Conselho Diretor é constituído pelo Presidente (o arcebispo), pelo Reitor do Santuário, pela Diretoria Executiva e pelos sócios ex-ofício.
A Diretoria Executiva: um Diretor, um Secretário e um Tesoureiro, nomeados pelo Presidente da Academia.
OBJETIVOS DA ACADEMIA MARIAL:
- Ser um centro de estudos, reflexão e pesquisa da Teologia Mariana e da devoção a Nossa Senhora.
- Refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria, no projeto de Deus e na vida da Igreja, através da Teologia e de todas as formas científicas de análise da Fé.
- Procurar orientar a devoção do povo a Maria, Mãe de Jesus e modelo de Fé, de Esperança e de Caridade, na comunidade cristã.
- Divulgar de maneira sistemática conhecimentos e práticas religiosas e culturais, referentes a Nossa Senhora.
- Associar pessoas e instrumentos capazes de desenvolver os objetivos propostos.
- Dedicar especial atenção aos aspectos e às expressões da religiosidade popular, de acordo com a determinação do Direito Canônico para os santuários.
- Ser missionária em toda a sua estrutura, distribuindo entre os irmãos de Fé e de Esperança, os frutos de seu trabalho de reflexão e de conhecimento da Mariologia.
ATIVIDADES DA ACADEMIA MARIAL:
- Manter, na sede da Academia, a Biblioteca de Mariologia e todas as publicações marianas, colocando-as à disposição para pesquisa de interessados.
- Associar os que se tornarem conhecidos por sua publicações ou atividades em prol da cultura mariana.
- Programar e realizar cursos intensivos de Mariologia, ou de outros pontos da doutrina católica para todos que se interessarem em aprofundar conhecimento e devoção a Maria;
- Manter encontros de espiritualidade mariana para interessados em aprofundamento teológico e pastoral;
- Realizar, anualmente, assembléia dos membros e sócios da Academia, em recinto público, com conferência sobre temas mariológicos ou de devoções marianas.
- Incentivar promoções de cultura mariana.
- Arquivar para pesquisas coletâneas de monografias e de impressos, artigos, manifestações artísticas, coleções filatélicas mariais.
- Publicar, periodicamente, artigos, folhetos com temas mariológicos.
- Assinar periódicos relacionados à Mariologia.
- Lançar publicações, como livros, revistas, artigos, reportagens que auxiliem a obtenção dos objetivos da Academia.
- Tomar outras iniciativas que detectarem úteis ao bem espiritual do cristão de qualquer classe social ou idade.
PRINCIPAIS REALIZAÇÕES:
1 - Congressos Mariológicos
I - “Abertura do Centenário da Coroação” – 2003
II - “Maria, Graça e Esperança em Cristo” – 2006
III - “Discípulos e Missionários de Cristo, com Maria” - 2007
IV - “Maria no mistério da Santíssima Trindade” - 2008
V - “Novas ‘Visões’ sobre Maria” – 2011
2 - Jornada de Mariologia
I - “Maria: Ministério Batismal e Sacerdotal”.
3 - Assembléias
Com palestras por peritos em Mariologia. Até 2004, eram duas por ano, ao final de cada semestre; A partir de 2005, foram reduzidas a uma, ao final do ano.
4 - Cursos de Mariologia
Mariologia na Bíblia: Padre Domingos Sávio;
Espiritualidade Mariana: Padre Afonso Pachote;
Mariologia – Para Seminaristas e leigos: Padre Antônio Bisinoto
5 - Fórum Mariano
Palestras mensais, feitaspelos próprios acadêmicos, sempre em dupla, sobre o tema geral: “O Jeito de Maria”
6 - Hora Mariana
Terço e história da Imagem, aos sábados de maio e outubro.
Procissões, aos sábados, pela Passarela, para participar da Coroação da Imagem pelos alunos das escolas de Aparecida, comemorando o Centenário da Coroação.
7 - Exposições Marianas
Anuais, antecedendo a Festa da Padroeira, e com temas associados ao da Festa.
Uma, sobre a Coroação de Nossa Senhora, em 1904, antecedendo o Congresso de Abertura do Centenário da Coroação.
Maria na Arte – quadros pintados pelo sócio, Beto Leite. Ficaram expostos no Salão do Romeiro. Atualmente fazem parte do acervo da Academia.
8- Catecismo Mariano:
Com conteúdo teológico ao alcance do povo, distribuídos entre os sócios e para os romeiros, na Sala das Confissões
9- Cadernos Marianos:
Em formato de Folder, assuntos com temas marianos, tendo o mesmo destino dos Catecismos Marianos.
10- Programas na TV Canção Nova:
Em forma de Catecismo Mariano durante o ano de 2005, pelo então Diretor da Academia, Padre Majella, hoje Dom Majella.
DIRETORES E VICES
Nestes quase quinze anos de Academia Marial, como parte integrante do Santuário, ocuparam os cargos de Diretores e vices os redentoristas:
1- Padre Eugênio Antônio Bisinoto e Roberto Aparecido de Lima (1997 a 2000)
2- Padre Ferdinando Mancílio e Padre Agostinho Frasson (2001 a 2002)
3- Padre José Luiz Majela Delgado e Padre Ademir Gonçalves (2003 a 2005)
4- Padre Vicente André e Padre Luiz Carlos de Oliveira (2006 a 2008)
5- Padre Ademir Bernardelli e Pe. Vinícius Geraldo Ponciano (2009)
6- Padre Antonio Clayton Sant ´Anna e Pe. Vinícius Geraldo Ponciano (2010...)
Zilda Augusta Ribeiro
(Em parceria com Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis)
Por que participar
Quanto mais contemplamos a vida de Maria, mais nos aproximamos do coração de Deus.
Maria tinha os olhos limpos e puros, porque o seu coração estava em sintonia com Deus. Suas obras foram santas, porque ela se deixava guiar pelo Espírito Santo.
Encontrar-se com Maria, descobrir o seu modo de ser e de viver é para todos nós um caminho de salvação, pois, seguindo seu exemplo, aprenderemos a acolher Cristo em nossa vida e com Ele vamos viver para sempre.
Quanto maior for o número de associados, mais a Academia Marial poderá fazer para divulgar a devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Por isso, convidamos você a participar e apoiar esse trabalho tão importante.
Entre em contato conosco!
Nosso Endereço
Academia Marial de Aparecida
Caixa Postal nº 31
CEP 12570-000 Aparecida – São Paulo.
Telefone - (0xx12) 3104-1549 / Telefax (0xx12) 3104-1548
E-mail – academia@santuarionacional.com
Caixa Postal nº 31
CEP 12570-000 Aparecida – São Paulo.
Telefone - (0xx12) 3104-1549 / Telefax (0xx12) 3104-1548
E-mail – academia@santuarionacional.com

