Por Pe. César Moreira Em Notícias Atualizada em 18 SET 2018 - 15H45

Os eleitores têm nas mãos a responsabilidade de decidir o futuro do país

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Nunca será demais repetir que os maiores responsáveis pelas escolhas dos políticos que serão eleitos em outubro próximo são - e serão - os eleitores.

Pode parecer bobagem dizer isso, pela obviedade do fato: maior de idade, obrigado a votar por ordem da legislação, informado sobre os partidos e candidatos, cada eleitor não tem como ignorar o que deve fazer. Se não conhece a lei, se não sabe dos partidos e dos interessados em alcançar os cargos públicos como representantes dos eleitores, se não acompanha a publicidade, que é feita em larga escala por parte de todos os candidatos, é porque não quer.

Tal eleitor está sendo omisso por própria culpa, o que inclui ser devidamente castigado. É verdade que a multa a ser paga é pequena, mas isso não interessa. O que conta é a irresponsabilidade que lhe diz respeito, e que significa desprezo por um ato de cidadania. A obrigação de votar é imposta tanto que, se o eleitor não a cumprir, deve justificar-se dentro de determinado prazo. A respeito ainda desse assunto, torna-se até ridícula a questão constantemente discutida de o voto ser - ou não - obrigatório.

Risco

Na verdade, teme-se que liberar-nos de tal dever signifique o risco de grande parte dos eleitores não comparecerem. Não estariam interessados, por entenderem que, na verdade, os que elegem estão longe de ser seus representantes. E aqui chegamos ao que precisa ser constantemente repetido: boa parte dos brasileiros ainda não faz questão de conhecer todos os seus deveres ou tem facilidade em não os cumprir.

Leia MaisComo votar em tempos de criseFazer política, como ato de cidadania, como dever de participar da organização da sociedade, garantindo autoridades que sejam competentes e sérias, cumpridoras rigorosas das leis, não faz parte da vida de uma multidão de pessoas, o que se comprova com os muitos eleitores que não fazem questão de levar a sério o dever de votar, ou são dados, ainda, à compra e venda de votos, outro vexame que marca nossa história.

Se é verdade o princípio que diz: “Aprende-se a votar, votando”, sejam bem-vindos à eleição deste ano. Será um passo a mais em busca de um país de cidadãos dignos e respeitáveis.

Artigo publicado na Revista de Aparecida edição nº 196 (julho/2018)

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