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Professora Conceição Borges Ribeiro Camargo

Professora Conceição Borges Ribeiro Camargo formou-se pela antiga “Escola Normal de Guaratinguetá”, hoje Instituto de Educação “Conselheiro Rodrigues Alves”. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Sociedade Geográfica Brasileira, Instituto Genealógico Brasileiro, Sociedade Veteranos de 32, M.M.D.C. e mais entidades de Cultura do Interior, tendo sido membro, fundadora e secretária do Centro Cultural de Debates “Eduardo Prado”, em Guaratinguetá. Em sua trajetória colaborou com vários jornais, tendo publicadas as obras: Alguns aspectos do culto a Nossa senhora Aparecida, Romarias e Promessas a Nossa Senhora Aparecida, Passagem da Princesa Isabel em Aparecida e Passagem de Euclídes da Cunha em Aparecida.

Descobriu três áreas de cerâmicas indígenas em Aparecida. Escreveu “Descrição de escavações e encontro de cerâmica indígena em Aparecida”, palestra apresentada no Congresso de História, no 4º Centenário de São Paulo. E mais entre outros “Dados Biográficos sobre Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar”, conferência pronunciada ao entrar como membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Professora Conceição tomou parte em vários movimentos culturais e cívicos do Vale do Paraíba, tendo recebido várias medalhas, entre elas a medalha “Imperatriz Leopoldina”, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e Medalha “Nina Rodrigues”, conferida pela sociedade de Medicina Legal e Criminologia de São Paulo e pela Sociedade Paulista da História da Medicina.

Fundou em 10 de Março de 1955, a Guarda Mirim de Aparecida e a organização dos Engraxates e em 1965 a Guarda Mirim em Guaratinguetá, em 10 de Março de 1965. Hoje a ‘guardinha’, como é conhecida está em quase todas as cidades do Vale do Paraíba, no interior do Estado de São Paulo. Graças à ela, Aparecida foi a pioneira do Vale do Paraíba, tendo a homenageada recebido em 1963, um troféu da Guanabara. Organizou com seu marido Vicente Camargo, o Museu “Nossa Senhora Aparecida”, em 1956. O casal organizou também o Museu do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 1967, localizado hoje no 1º andar da Torre. Na parceria Vicente e Conceição ofertaram as peças e permaneceram como conservadores do Museu do Santuário Nacional.

Trechos do texto da Biblioteca Municipal de Aparecida, no acervo da professora Conceição Borges Ribeiro Camargo.