Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR Em Artigos

Nossa Senhora do Carmo e o escapulário

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O título Nossa Senhora do Carmo antes de ser uma invocação mariana antiga nos põe em contato com a Bíblia na palavra Carmelo. Dela deriva ‘carmo’ que significa vinha ou  jardim, fazendo junção com ‘elo’ que significa: senhor. Portanto, Carmelo é a vinha do Senhor. O Monte Carmelo é lugar histórico famoso na geografia da Palestina. Povos que ali habitaram antes dos hebreus o consideravam lugar sagrado. Integra a cadeia montanhosa do mesmo nome que se estende por mais de20 km. Foi o lugar do sacrifício do profeta Elias (1 Rs,18 e 19) e nele se recolheu Eliseu  (2Rs, 2,25), os dois mais famosos profetas da monarquia de Israel do fim do reinado de Davi até a conquista de Jerusalém pelos babilônios (970 a586 AC). A vida eremítica do profeta Elias no silêncio, na oração, inspirou a fundação de um convento em louvor a Santíssima Virgem Maria na solidão da montanha, pelos fins do ano 1000. Surgia o título Nossa Senhora do Monte Carmelo ou Nossa Senhora do Carmo uma das mais antigas e tradicionais invocações marianas. Esta é a raiz da Ordem do Carmo que designa através da história diversas instituições religiosas masculinas e femininas associando pessoas encantadas com o carisma carmelitano da vida mística e contemplativa no silêncio e na oração. A espiritualidade carmelita legou a Igreja grandes místicos como: São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus. Desse modo, o Carmelo tornou-se um símbolo da contemplação e união com Deus. Enclausuradas na vida conventual as monjas carmelitas dedicam-se integralmente ao cultivo de uma intensa vida interior, a uma sólida unidade fraterna, aos trabalhos adaptados à sua própria subsistência. Elas receberam a aprovação do papa Honório III em 1224. E no ano 1245 o papa Inocêncio IV aprovou em definitivo o ramo masculino da Ordem. Os primeiros frades carmelitas vieram em 1580 ao Brasil estabelecendo-se no Recife. Entregaram-se a um ingente trabalho de catequese junto aos indígenas. Nossa Senhora do Carmo é a padroeira da capital pernambucana onde a sua Basílica forma com o Convento carmelita um conjunto arquitetônico de alto valor turístico. Aliás, são numerosas as matrizes paroquiais e as igrejas ou capelas dedicadas à veneração de Maria com o título: Nossa Senhora do Carmo. Não poucas cidades no Brasil ostentam essa referência religiosa: Carmo de Minas, Carmópolis, Carmo da Cachoeira entre muitas outras. Padroeira também do Chile. Em louvor a Maria há o uso do escapulário. É uma faixa de pano que desce sobre ombro e o peito distinguindo várias ordens religiosas. Na tradição carmelita esse tipo de vestimenta foi dado a por Nossa Senhora numa aparição a São Simão Stok no dia 16 de julho de 1251. Devia ser um símbolo da proteção dela e de vitória contra o a força do mal e do pecado. O uso de um escapulário pequenino tornou-se objeto devocional para pedir a proteção de Nossa Senhora e comprometer-se a imitá-la no seguimento de Jesus.

 Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR

 

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