Por Academia Marial Em Títulos de Nossa Senhora Atualizada em 13 MAI 2019 - 11H01

História da devoção a Nossa Senhora de Fátima

Uma semana e um dia após a sagração episcopal, em Roma, do Monsenhor Eugênio Pacelli, o futuro papa Pio XII, uma garotinha de um longínquo e desconhecido lugarejo de Portugal transmitia uma notícia que haveria de correr mundo: “Ó mãe, eu hoje vi Nossa Senhora na Cova da Iria!”. Esta exclamação foi transmitida de boca em boca, mas não se tornou sensação nos meios de comunicação social de um dia para o outro. Nem mesmo nas aldeias vizinhas causara grande impressão.

Numa paróquia vizinha, numa festa do Sagrado Coração de Jesus, um orador fazia correr lágrimas abundantes aos seus paroquianos, “quando se dirigiu às crianças, pedindo à Virgem do Céu pela paz do mundo e pela vitória das nossas armas”. Nenhuma referência aos fatos de Fátima. Era o dia 25 de Junho, quase mês e meio depois da primeira aparição e poucos dias depois da segunda, em que se tinha juntado aos videntes cerca de meia centena de pessoas.

Thiago Leon
Thiago Leon

São do dia 13 de Julho de 1917 os primeiros documentos conhecidos: umas fotografias tiradas aos videntes junto da igreja paroquial. Do dia seguinte, há uma carta particular escrita do Pedrogão, Conselho de Torres Novas, em que se diz dos acontecimentos da véspera: “Não calculas como aqui se fala naquela aparição. Foi lá ontem e diz que viu as pequenas e que estavam lá umas senhoras de Santarém, que lhes tinham tirado o retrato”.

nove dias depois desta carta, o jornal 'O Século' de Lisboa, através da correspondência de uma aldeia vizinha de Fátima, fazia eco daquilo que era já objeto da curiosidade pública: corria “com insistência o boato de que, em determinado ponto da serra de Aire, apareceria, no dia 13 do corrente, a mãe de Jesus Cristo a duas criancinhas, a quem já por diversas vezes tinha aparecido e no mesmo local”.

No dia 13, efetivamente, despovoara-se para Fátima grande multidão. Haviam-se juntado na Cova da Iria “milhares de pessoas”, “vindo de longínquas povoações algumas delas”. Segundo o depoimento de uma testemunha recolhido pelo correspondente, uma das videntes dissera que “via uma espécie de boneca muito bonita que lhe falava. Tinha, dizia, um resplendor em torno da cabeça e chamava-a para junto de si, numa voz muito fina e melodiosa. Entre muitas coisas que lhe disse, a principal foi anunciar a sua reaparição do dia 13 a um mês, e no mesmo sítio, aparecendo ainda mais outra, para declarar o motivo por que tinha vindo ao mundo”.

Apesar de confessar que acreditava na sinceridade e verdade da pessoa interrogada, o correspondente acrescentava a sua opinião pessoal: “É minha opinião que se trata de uma premeditada especulação financeira, cuja fonte de receita existe nas entranhas da serra, em qualquer manancial de águas minerais que recentemente tenha descoberto algum indivíduo astucioso que, à sombra da religião, quer transformar a serra de Aire numa estância miraculosa, como a velha Lourdes”.

Esta notícia foi transcrita, no dia 25, pelo jornal leiriense 'O Mensageiro', sem qualquer comentário. Um relato mais circunstanciado e já indiciador de uma outra perspectiva, surgia em 'O Ouriense', boletim semanal do Conselho de Vila Nova de Ourém, em artigo intitulado “Real aparição... ou suposta ilusão”.

Nele se falava das três crianças, da presença, “segundo os mais diversos cálculos, de 800, de 1.000, de muito mais de 1.000, e de mais de 2.000 pessoas que, no mais admirável dos silêncios, ora rezavam, ora suplicavam, ora choravam; por último, foi necessário que almas piedosas, para livrarem as crianças dos confusos interrogatórios e de graves incômodos, que poderiam ter no meio de tão grande multidão, pegassem nelas e as metessem em automóvel e as afastassem à distância de dois e meio quilômetros para junto da igreja, onde foram fotografadas. Foi simplesmente admirável”.

Foi a partir desta aparição de 13 de Julho que os videntes falaram num segredo que a Senhora lhes tinha dito e na promessa de um milagre para o último dia, em 13 de Outubro. Entretanto, a 13 de Agosto, já se reuniram na Cova da Iria cerca de 10.000 pessoas, não se tendo, porém, verificado a aparição, porque as crianças tinham sido levadas, nesse mesmo dia, para Vila Nova de Ourém. A aparição verificou-se no dia 19, no sítio dos Valinhos. Em 13 de Setembro, a multidão foi calculada em 30.000 pessoas.

Atraídas pelo anúncio do milagre prometido para o último dia, as estradas e os caminhos de Fátima encheram-se de curiosos e verdadeiros peregrinos. Os cálculos numéricos variam muito (entre 50.000 e 120.000 pessoas, aceitando-se comumente o número de 70.000).

Segundo a declaração dos videntes, Nossa Senhora identificou-se finalmente como a “Senhora do Rosário” e exortou a todos a mudarem de vida e a rezarem o terço todos os dias.

Pastorinhos Jacinta, Lúcia e Francisco (Santuário de Fátima)

Mas, o mais extraordinário foi a verificação do milagre prometido: a imensa multidão teve ocasião de presenciar o fenômeno solar que até os mais incrédulos testemunharam através da imprensa.

A forte impressão causada por estes fatos e por aquilo que se foi conhecendo do conteúdo da mensagem da aparição, nomeadamente o anúncio do fim da guerra que ensanguentava nessa época o mundo, provocou uma afluência contínua de pessoas àquele lugar.

Entretanto, a situação mundial foi sendo convulsionada com acontecimentos de extraordinário alcance: a revolução bolchevista russa, o agudizar do conflito mundial e depois o caminhar lento para a paz; em Portugal, o advento fugaz do sidonismo, nos finais daquele ano de 1917, também determinava uma modificação política no percurso histórico de Portugal, iniciado em 1910.

A nível local, era restaurada a diocese de Leiria, nos princípios do ano de 1918, aspiração de todos os antigos diocesanos leirienses logo desde o ano de 1882, nela sendo integrada de novo a paróquia de Fátima. Nos fins desse ano, finalmente, o estabelecimento da paz com o armistício de 11 de Novembro.

De algum modo, nessa data, os acontecimentos de Fátima pareciam estar esquecidos. Mas, uma série de fatos veio novamente chamar para eles a atenção da opinião pública: em 1919, a morte do vidente Francisco, a 4 de Abril o início da construção da Capelinha das Aparições e a conclusão e envio do relatório do pároco sobre as aparições, a 28 de Abril; a conclusão da Capelinha em 15 de Junho; a morte da Jacinta, a 20 de Fevereiro de 1920.

Em 13 de Maio de 1920, chegava a Fátima a primeira imagem de Nossa Senhora, feita sob a orientação da vidente Lúcia, sendo entronizada em 13 de Junho seguinte, na capelinha das aparições.

Entretanto, a 15 de Maio do mesmo ano, foi nomeado primeiro bispo da diocese restaurada de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, que entrou na diocese em 5 de Agosto. O novo bispo visitou a Cova da Iria, pela primeira vez, em 12 de Setembro de 1921. Inicia-se então a aquisição de terrenos na Cova da Iria para o ordenamento de espaço para o futuro Santuário. Em 13 de Outubro do mesmo ano de 1921, quatro anos depois da última aparição, celebrava-se a primeira missa na Capelinha das Aparições, e, em princípios de Novembro, abria-se uma cisterna defronte da mesma Capelinha.

 A 6 de Março de 1922, a dinamitação da Capelinha das Aparições determinou finalmente o arranque decisivo para a investigação oficial canônica sobre os acontecimentos de 1917, com a nomeação, por parte do bispo de Leiria, de uma comissão de inquérito, no dia 3 de Maio.

Entretanto, o fenômeno de Fátima ia-se tornando conhecido no mundo, ao mesmo tempo que se dava corpo a um verdadeiro Santuário: início da publicação do mensário Voz da Fátima, em 13 de Outubro de 1922; criação de uma associação de servos (mais tarde chamados servitas), em 1924; construção de um pavilhão de doentes, em 1925; inauguração de um posto de verificações médicas e de um albergue de doentes, em 1926.

Em 28 de Maio de 1926, terminava em Portugal a Primeira República, iniciando-se um novo período da história política (o “Estado Novo”), numa época em que se verificava já um certo desanuviamento nas relações entre a Igreja e o Estado.

Em 26 de Junho de 1927, era inaugurada uma via-sacra na estrada do Reguengo à Cova da Iria, com a presidência oficial do bispo de Leiria. Em 13 do mês seguinte, foi nomeado o primeiro capelão, começando a existir o Santuário propriamente dito.

A bênção da primeira pedra da grande igreja verificou-se em 13 de Maio de 1928. Foi a partir desse ano, que se iniciou também o movimento organizado de peregrinações, e que a Santa Sé começou a dar indicações concretas de aprovação em relação aos acontecimentos de Fátima e ao Santuário: em 1927, a Sagrada Congregação dos Ritos já concedera para Fátima a missa votiva de Nossa Senhora do Rosário; L’Osservatore Romano, diário oficioso da Santa Sé, publicava, a 3 de Junho de 1928, uma crônica da peregrinação de 13 de Maio anterior; em 1 de Outubro de 1928, o Núncio Apostólico em Lisboa, Mons. Beda Cardinale, visitou pela primeira vez oficialmente o Santuário; em 9 de Janeiro de 1929, Pio XI ofereceu estampas de Nossa Senhora de Fátima aos alunos do Colégio Português em Roma e, em 6 de Dezembro do mesmo ano, benzeu um imagem dessa invocação destinada ao mesmo Colégio.

O movimento de expansão do culto de Nossa Senhora de Fátima no mundo incrementou-se extraordinariamente a partir do documento oficial do bispo de Leiria, de 13 de Outubro de 1930, declarando dignas de crédito as aparições e autorizando oficialmente o culto a Nossa Senhora de Fátima.

A investigação canônica sobre os fatos atribuídos à vidente Jacinta, em 1934, e a transferência dos seus restos mortais, de Vila Nova de Ourém para o cemitério paroquial de Fátima, em 12 de Setembro de 1935, deram também uma dimensão extraordinária à mensagem de Fátima. A vidente sobrevivente, Lúcia de Jesus, ausentara-se de Fátima em 1921, para o colégio educacional de Vilar, no Porto, das religiosas Dorotéias; ingressara nessa congregação em 1925, na Espanha, recebendo em Tuy e Pontevedra algumas revelações complementares da mensagem de 1917: a insistência na devoção dos primeiros sábados e a consagração do mundo e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Fortemente impressionada com as fotografias do rosto de sua prima Jacinta no caixão, que lhe foram enviadas pelo bispo de Leiria, a Irmã Lúcia deixou transparecer algumas recordações sobre a vida dos seus primos e sobre os próprios acontecimentos de 1917. Instada a pôr por escrito essas lembranças, daí resultaram as chamadas Quatro Memórias, redigidas entre 1935 e 1941, com algumas precisões sobre a sua própria infância e dos outros videntes, antes e depois das aparições de Nossa Senhora, e a revelação de parte do segredo de Julho de 1917 e das aparições de um Anjo – o Anjo de Portugal – nos anos de 1915 e 1916. Da divulgação progressiva destes escritos surgiu o extraordinário incremento da mensagem de Fátima no mundo.

Também a situação de guerra que, entretanto, veio a verificar-se, de 1936 a 1939, na Espanha, onde a Irmã Lúcia continuava a residir, e, na Europa, de 1939 a 1945, trouxe, uma vez mais, a uma luz mais intensa, os acontecimentos de Fátima. Neste contexto, a dimensão verdadeiramente internacional e eclesial de Fátima intensificou-se ainda mais quando o Papa Pio XII, atento às solicitações da própria vidente Lúcia, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 31 de Outubro de 1942, ano do 25º aniversário da aparição de Nossa Senhora e da sua ordenação episcopal.

Em 13 de Maio de 1946, o mesmo Papa coroou solenemente, através do seu Legado, a imagem da Capelinha das Aparições. Dias depois, a Irmã Lúcia visitava Fátima e Aljustrel, visita essa que determinou uma clarificação sobre a verdadeira Loca do Cabeço, lugar das aparições do Anjo. Desejosa de ingressar numa congregação religiosa de maior recolhimento, entrou, em 25 de Março de 1948, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra.

Em 1942, iniciara-se o costume de levar a imagem da Capelinha das Aparições a vários locais de Portugal e da Espanha. A partir de 1947, uma outra imagem que se designou precisamente com o nome de “Virgem Peregrina”, percorreu quase todos os países do mundo até 1954 e entre 1959 e 1982; novamente retomou as viagens em 1984. Estas viagens congregaram milhões de pessoas de todas as raças, línguas e credos e alargaram extraordinariamente o âmbito do conhecimento da história e da mensagem da Cova da Iria.


O encerramento do Ano Santo para o estrangeiro, marcado pelo Papa Pio XII para Fátima, em 13 de Outubro de 1951, ainda tornou mais conhecido este Santuário, desde então tornado meta de muitos milhares e até milhões de peregrinos de todas as nações, entre os quais se contaram grandes figuras da Igreja e dos Estados. Angelo Giuseppe Roncalli foi eleito Papa em 28 de Outubro de 1958, com o nome de João XXIII, que anunciou, em Janeiro seguinte, o II Concílio Ecumênico do Vaticano e o abriu em 11 de Outubro de 1962.

Abria-se, entretanto, uma nova era na história de Portugal. Em princípios de 1961, davam-se os primeiros atos de revolta contra o domínio colonial português, com a ocupação do Estado da Índia pela União Indiana, e com os atos de violência em Angola contra Portugal, que iniciavam um longo período de guerra colonial, com profundos reflexos na própria interpretação da mensagem de Fátima e na afluência de peregrinos ao mesmo Santuário.

Em 1963 reiniciava-se o Concílio já com um novo Papa, Paulo VI (desde 21 de Junho), o qual, no encerramento da 3ª sessão, em 21 de Novembro de 1964, ao mesmo tempo que declarou Nossa Senhora “Mãe da Igreja”, renovou a consagração ao Imaculado Coração de Maria, feita por Pio XII, e decidiu conceder “a Rosa de Ouro ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, tão querido, não somente do povo da nobre nação portuguesa (…), mas também conhecido e venerado pelos fiéis do mundo católico inteiro”.

Tal declaração soleníssima teve um coroamento na peregrinação do próprio Papa Paulo VI a Fátima, em 13 de Maio de 1967, 50º aniversário da primeira aparição, “para rezar, uma vez mais, e com a maior humildade e devoção, pela paz”.

Os anos seguintes foram os do pós-concílio: a Igreja foi-se readaptando, nem sempre serenamente, às novas exigências doutrinais e pastorais, ao mesmo tempo que a sociedade humana foi vivendo entre a perspectiva angustiante de nova conflagração mundial e a esperança num futuro de paz.

Leia MaisTambém Portugal vive então os últimos anos da sua experiência de regime autoritário que se vai esgotando inexoravelmente.

A 25 de Abril de 1974, instaura-se um regime democrático em Portugal, com consequências ainda difíceis de definir, mas algumas das quais já visíveis: a descolonização, a subsequente reaproximação da Europa e a instauração lenta das estruturas democráticas ocidentais. Isto não se fez sem ter havido algumas situações de radicalização que chegaram a admitir a possibilidade de instauração de regimes totalitários de sinal diferente.

Processo semelhante se verificou também na Espanha, a qual seguiu caminhos mais ou menos paralelos em direção à Europa comunitária.

Na Igreja, termina o pontificado de Paulo VI (falecido em 6 de Agosto de 1978). Seguiu-se o meteórico pontificado de João Paulo I (33 dias, de 26 de Agosto a 28 de Setembro de 1978), o qual, como Patriarca de Veneza, também visitara Fátima, em 10 de Julho do ano anterior.

A ele sucedeu o primeiro Papa não italiano depois de 1523, o cardeal polaco Karol Wojtyla, que tomou o nome de João Paulo II. Foi uma lufada de ar fresco que percorreu o mundo inteiro, dando garantia de fundadas esperanças para a unidade e para a paz.

Um inesperado acontecimento veio, porém, perturbar este otimismo e trazer, uma vez mais, Fátima e a sua mensagem ao primeiro plano da opinião pública mundial: no dia 13 de Maio de 1981, um atentado na Praça de São Pedro em Roma punha em perigo a vida de João Paulo II.

A coincidência da data com mais uma aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, e o fato de não ter sucumbido, levaram o Papa a considerar-se salvo por Nossa Senhora e a fazer uma peregrinação a Fátima.

Um ano depois, o Papa fez a sua peregrinação de agradecimento a Nossa Senhora de Fátima, querendo estar em oração silenciosa, por largo tempo, junto da sua imagem, na hora exata do atentado, e aproveitando a ocasião para fazer uma visita pastoral a Portugal, visita que deixou imensos frutos espirituais.

Por desejo expresso do Papa João Paulo II, a imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições foi a Roma, renovando o Papa, diante dela, na Praça de São Pedro, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, no dia 25 de Março de 1984.

Em 13 de Maio desse mesmo ano, o Papa João Paulo II deu novo título à diocese de Leiria, acrescentando-lhe o nome de Fátima, dada a importância que este lugar adquiriu para a Igreja e para o mundo.

Todos os fatos, relacionados com as aparições de 1917 e a sua mensagem levaram, a partir da década de 1950, à designação do Santuário da Cova da Iria como “Altar do Mundo” e ao incremento, cada vez maior, deste lugar de peregrinação, que cresceu também no desenvolvimento populacional, sócio-econômico e cultural, de tal modo que, em Agosto de 1977, foi elevada à categoria de vila a povoação de Fátima com os lugares de Aljustrel, Cova da Iria, Lomba d’Égua e Moita.


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