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Nossa Senhora de Guanajuato

Nossa Senhora de Guanajuato

N S guanajuatoA formosa imagem de Nossa Senhora de Guanajuato é muito estimada pelos mexicanos, não só por causa da abundância de graças que, como Mãe piedosa, derrama sobre seus devotos, mas também por ser talvez a mais antiga de quantas se veneram no Novo Mundo, pois já existia na Espanha pelo menos desde o século VII da era cristã, sendo muito estimada na cidade de Santa Fé de Granada.

Como é sabido, depois da tremenda catástrofe de Guadalete, no ano 714, hordas de muçulmanos, saídos dos desertos da África, espalharam-se pela Espanha levando consigo a desolação e a morte. Os crentes espanhóis fugiam apavorados, procurando ocultar as imagens e outros objetos sagrados nos troncos das árvores, nas fendas da paredes e das pedras, em covas abertas pela natureza, no cume dos montes inacessíveis ou em poços cavados nos campos, para livrá-los das profanações dos muçulmanos.

Os piedosos habitantes de Granada, que amavam qual jóia do céu principalmente uma imagem da Santíssima Virgem, esconderam-na em uma gruta, na qual permaneceu durante todo o tempo da dominação árabe na Espanha, isto é, oito séculos e meio. Deve-se, portanto, considerar um prodígio a imagem não se ter deteriorado nem sofrido o menor estrago, apesar de ter estado numa gruta úmida e sem ventilação, condições suficientes para destruir a madeira mais resistente.

Foi descoberta no século XVI com grande alegria dos habitantes da cidade, os quais não puderam gozar muito tempo de tão rico tesouro, porque era desígnio da Providência que a imagem fosse honrada além dos mares.

Vejamos como: logo que chegou aos ouvidos do católico monarca Carlos V a fama dos ricos minerais que tinham sido descobertos em Guanajuato, pensou em regalar seus habitantes com um tesouro que valia mais do que toada a prata encontrada nas entranhas de seus montes.

Felipe II, pois, em nome de seu pai, enviou por Dom Pedro Afán de Rivera, a quem tinha nomeado superintendente do mineral, a santa imagem de Granada. Levou-a o cavalheiro com o maior respeito, e, quando faltavam só três léguas para chegar a Guanajutao, anoiteceu. Como ele e todos os da comitiva não conheciam o caminho, ficaram muito aflitos. Mas eis que lhes ocorreu a feliz inspiração de implorar o valimento da santa imagem: colocaram-na sobre um caixote, acenderam duas velas e lhe suplicaram encarecidamente que lhes servisse de luz e guia naqueles caminhos escuros e desconhecidos. Ouviu-os benigna a Mãe celestial, pois, ao amanhecer, divisaram duas pombinhas, sinal de que não estavam longe do povoado, e, seguindo o rumo que elas lhes indicavam em seu vôo, dentro de pouco tempo se encontraram em Guanajuato, fim de tão longa viagem.

Logo que se divulgou entre os habitantes do povoado a alegre nova de que a Virgem Maria queria tomá-los sob o seu patrocínio por meio da imagem que lhes enviara o monarca espanhol, entregaram-se aos transportes do mais puro regozijo, celebrando festas animadíssimas, com profundo respeito, e, ao som de cânticos religiosos, colocaram-na na capela do Hospital dos índios tarascos. Como não tinha título ou advocação especial, começaram a chamá-la Nossa Senhora de Guanajuato.

 Oito anos esteve em sua primeira capela; depois foi trasladada para a igreja chamada dos Hospitais, onde permaneceu 131 anos, até que em 1696 passou para a igreja paroquial, onde ainda hoje se venera, ocupando o nicho principal do altar-mor.

A bendita imagem, que tem 1,15 m de altura, é de madeira, por isso não deixa de ser admirável que, apesar dos dozes séculos que já transcorreram depois que foi esculpida, não tenha sofrido nenhuma deterioração nem estragos do caruncho.

É de corpo inteiro, vestida de manto e túnica da mesma madeira, mas constantemente aparece vestida de riquíssimos tecidos, que lhe oferece a piedade de seus devotos filhos; a cabeça é cingida por uma cora de inestimável valor; na mão direita tem um cetro de prata e no braço esquerdo sustém seu Divino Filho, feito da mesma madeira e coroado com uma riquíssima coroa imperial.

Os filhos de Guanajuato rendem culto esplêndido àquela que é sua esperança e consolo e o ímã de seus corações.

No dia de Patrocínio de Maria, segundo domingo de novembro, celebram a festa principal, precedida de solene novena, que é tempo de regozijo para todos os habitantes.

À bondade de Maria atribuem os guanajuatenses o não terem sofrido as conseqüências das sangrentas guerras civis que assolaram a República inteira em muitos anos de anarquia.

Bendita seja Maria, que a ninguém subtrai seu eficaz patrocínio!

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