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A Colunata Sul!

Escrito por Pe. Luiz Cláudio Alves de Macedo, C.Ss.R.

02 AGO 2022 - 11H02 (Atualizada em 02 AGO 2022 - 16H37)

João Pedro Ribeiro

Queridos amigos e amigas da Família dos Devotos. Iniciamos agosto com a oportunidade de agradecer a Deus por nossa vocação de cuidar da Casa da Mãe Aparecida e, com ela, sermos missionários a partir de seu Santuário que é o local onde pulsa o coração católico do Brasil.

Obras da Fachada Sul

Estamos adiantados nas obras de preparação da Fachada Sul e, em breve, receberemos o Pe. Marko Rupnik e os mosaicistas do Centro Aletti para o revestimento da fachada. Iremos acompanhar cada passo dessa bonita e significativa obra, seguindo em nossa Jornada Bíblica.

O que é a Colunata

Neste mês quero tratar de outra obra importante: a Colunata Sul. Em algumas ocasiões já tocamos no assunto utilizando-nos dos meios de comunicação, mas, neste mês, quero ocupar este precioso espaço da Revista de Aparecida para entendermos de maneira mais detalhada o que é a Colunata no conjunto da Fachada Sul e os desafios desta obra que, inicialmente, não estava prevista.

A Colunata, originalmente, não compunha o projeto original da construção do Santuário, projetado para ser uma cruz grega. Como o projeto foi pensado e, boa parte dele, realizado antes do Concílio Vaticano II, algumas áreas sofreram, posteriormente, adaptações para o uso.

CDM - Centro de Documentação e Memória
CDM - Centro de Documentação e Memória
Projeto original das Colunatas, concebido na década de 1980


Um exemplo: Inicialmente pensava-se que a Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficaria ao centro, sob a cúpula, onde hoje está o altar central. Mas logo se percebeu que, do ponto de vista litúrgico-celebrativo fruto das orientações conciliares, a Imagem deveria ocupar outro espaço. Qual? Optou-se pelo fundo da Nave Sul e, para isso, a nave foi alongada em 16 metros. Na sequência, surgia necessidade de se fazer o acesso para a visitação à Imagem de Nossa Senhora Aparecida que deveria ocorrer de forma independente das celebrações, como vemos até os dias atuais. Não bastasse isso, foi preciso construir sacristia, secretaria, salas de atendimento e serviços que acabaram exigindo a construção de anexos. Dessa forma, a Nave Sul ganhou características diferenciadas das outras três naves. Aos poucos, com a finalização da construção, as diversas necessidades do funcionamento do Santuário foram sendo contempladas nas salas, capelas, subsolo, torre e, assim, chegamos mais ou menos no espaço que vemos hoje.

Visita do Papa

Para a visita do Papa São João Paulo II, no dia 4 de julho de 1980, foi construída do lado sul da Basílica uma grande praça. Foi executado um grande aterro, parte asfaltado e parte em pedrisco. Com a realização do XI Congresso Eucarístico Nacional, em 1985, o restante da praça também foi asfaltado e vários melhoramentos foram realizados. Toda a área era usada como estacionamento e, em algumas ocasiões do ano, quando a Basílica não comportava o número de fiéis, as solenidades eram realizadas nessa praça. 

Desejo

No ano de 1986 foi noticiado pelo Jornal Santuário que havia, por parte do Santuário, o desejo de se construir uma colunata do lado sul, para abrigar as celebrações campais, e que o projeto estava pronto, aguardando o momento oportuno.

No ano seguinte o Pe. Wellington Leone Ceva detalhou, ao mesmo Jornal Santuário, a obra já no seu início. Transcrevo as palavras do Pe. Leone: “Serão construídas 168 colunas: 84 de cada lado. Do chão até o teto, cada coluna terá cerca de oito metros de altura. Serão aproximadamente 60 centímetros de base, 4,20 metros mais ou menos de coluna, cerca de 2,90 metros de arco e mais um pedaço pequeno para completar a laje. A colunata terá arcos internos e externos, mas seu teto será plano”.

Riscos da Obra

Anos mais tarde o Pe. Noé Sotillo, um dos grandes construtores do novo Santuário, escreveu em suas memórias: “Quando surgiu a ideia (...) de fazer uma colunata na praça atrás da Basílica, imitando a de São Pedro em Roma, o Pe. Leone propôs fazer nas suas extremidades as capelas das velas e dos mortos. No começo fui contra, não pela ideia em si, mas pela dificuldade do terreno que não se prestava para a construção. O local fora aterrado e poderia haver perigo de solidez. Quando foi contornado o problema, começamos a obra”.

CDM - Centro de Documentação e Memória
CDM - Centro de Documentação e Memória
Pe. Noé Sotillo, C.Ss.R.


O Pe. Sotillo parecia, com essas palavras, antever os problemas que poderiam ocorrer e sabia muito bem o que eles significariam, afinal de contas, acompanhou a construção de boa parte do Santuário. No ano de 2019 os técnicos do Santuário passaram a notar que, em vários pontos da colunata, os tijolos que compunham os arcos estavam desprendendo ou dando sinais de que isso ocorreria. Começou-se a notar várias trincas nas colunas de sustentação. Imediatamente a área foi isolada e os arcos escorados para evitar qualquer risco às pessoas.

Reforço estrutural

Iniciava-se, então, uma série de estudos para a solução do problema. As primeiras análises confirmavam que, além do solo não ser ideal para o tipo de construção, os alicerces não eram adequados e precisariam ser refeitos. Em seguida, percebeu-se que algumas colunas careciam de reforço. A laje, embora não fosse muito frágil, também não estava dimensionada para suportar maiores cargas. Mesmo diante de todos esses laudos que, um a um, foram se avolumando, a administração não via com bons olhos a possibilidade de demolição, mesmo que em vista da reconstrução. Buscavam-se as melhores e mais seguras saídas para se fazer um grande reforço estrutural que deveria ser executado paralelamente às obras de revestimento da Fachada Sul

Thiago Leon
Thiago Leon
Colunatas estão sendo refeitas para garantir segurança


As obras de reforço da fundação foram iniciadas, mas logo, com outras prospecções devido à falta de padrão na construção, veio a última notícia: vigas e ferragens também estavam precárias e não tinham dimensionamento e qualidade necessários. O custo de um reforço suplantaria os custos de uma nova construção. O Conselho Econômico do Santuário, ouvindo os técnicos, optou pela reconstrução. Assim, desde os primeiros dias de junho, estamos enfrentando dois desafios imensos. O primeiro previsto e desejado: o revestimento da Fachada Sul. O segundo, inesperado, custoso e improrrogável: a reconstrução da Colunata.

Precisamos de você, Devoto

O desafio imposto pelas circunstâncias nos faz contar ainda mais com a generosidade e fidelidade dos devotos de Nossa Senhora Aparecida. Cada centímetro da estrutura, cada tijolo da Colunata, juntamente com cada pedrinha do mosaico aplicado, retrata nossa união e a certeza de que iremos vencer mais esse desafio.

Assim, graças à sua doação e perseverança, em breve teremos a Fachada Sul revestida e a Colunata reconstruída, com os 12 Apóstolos sobre ela, como num grande abraço: a Casa da Mãe Aparecida acolhendo seus devotos de todo o Brasil.

Nossas mãos estão estendidas. Ajude-nos!

Muito obrigado e que a Senhora Aparecida nos abençoe hoje e sempre. 

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