Por Família dos Devotos Em Notícias Atualizada em 28 NOV 2022 - 15H30

Moisés diante da Sarça Ardente

Na figura da Sarça Ardente, os Padres da Igreja sempre reconheceram a Virgem Maria, assim retratada na Fachada Norte da Basílica de Aparecida

Continuamos nosso percurso bíblico-teológico pela Fachada Norte da Basílica de Aparecida.

Neste mês, vamos conhecer mais sobre a cena em que Moisés está diante da Sarça Ardente e, ali reconhece sua missão. 

Você pode assistir a série Cena a Cena e acompanhar cada cena da Fachada Norte:

Antes de prosseguir com a leitura, abra sua Bíblia em Êx 3,1-22 e medite esse trecho bíblico.

A tradição bíblica apresenta o Espírito Santo como chama, como fogo. A sarça ardente não é consumida pelas chamas, o que significa que a presença de Deus não é uma ameaça para o mundo e para a criação, não causa qualquer dano, mas, ao contrário, revela o mundo como um mistério pessoal que manifesta o rosto de Deus através da sua palavra. O mundo se transforma em uma beleza que fascina e atrai. De fato, Moisés se aproxima. O seu gesto de tirar as sandálias indica que ele se sente em casa e que, portanto, não tem mais necessidade de nenhuma proteção — não há mais perigo para ele. Finalmente Moisés vive a criação como o lar que Deus preparou para o homem, sente-se em casa e começa a considerar verdadeiramente a Deus como o Outro. Deus se apresenta como Aquele que é e que está com ele, e Moisés, pelo resto da vida, descobrirá e realizará esse modo de existência: ser com o outro.

Os Padres da Igreja sempre reconheceram na sarça ardente a Mãe e Virgem Maria de Nazaré, porque se trata da convergência absoluta de duas ações, a de Deus e a do homem. Um age e o outro acolhe, e acolhendo se transfigura.

A Virgem, permanecendo virgem, se torna mãe. Ao entrar nela, Deus não consome a humanidade, mas seu Filho nasce como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Isso marca a transformação total do culto, porque aí o culto não consiste simplesmente em uma ação nossa voltada a Deus, mas é a acolhida de uma ação que Deus desenvolve na humanidade enquanto humanidade em Cristo. Cristo nunca mais será sem humanidade, nunca mais será sem corpo, e nós para sempre seremos filhos de Deus em Cristo Jesus.

Fonte: Pe. Marko Ivan Rupnik, Sj

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