Neste mês de novembro, um motivo de muita alegria para toda a Igreja é a abertura do Jubileu Ordinário de 2025: “Peregrinos de Esperança”. Somos chamados a ser sinais visíveis da esperança, que juntamente com a fé e a caridade constituem as virtudes teologais que definem a essência da vida cristã.
O Papa Francisco deseja “favorecer a restauração de um clima de esperança e confiança, como sinal de um renovado renascimento do qual todos sentimos a urgência”. É um tempo oportuno para “reencontrar a confiança necessária”, tanto na Igreja como na sociedade, no relacionamento interpessoal, nas relações internacionais, na promoção da dignidade de cada pessoa e no respeito pela criação. Francisco espera que “o primeiro sinal de esperança” do Jubileu se traduza em Paz para o mundo, imerso na tragédia da guerra.
Deixemo-nos atrair pela esperança. Vamos olhar para o futuro com esperança. São Paulo escreve na Carta aos Romanos e diz que: “fomos salvos na esperança” (Rm 8,24). Essa esperança não decepciona, nem desilude, pois, nada poderá nos separar do amor de Deus.
A abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro será no dia 24 de dezembro de 2024. No domingo seguinte, 29/12, o Pontífice abrirá a Porta Santa na Basílica de São João do Latrão; em 01/01/2025 (Solenidade da Mãe de Deus) na de Santa Maria Maior, e 05/01/2025 a Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros. As três portas serão fechadas no domingo, 28 de dezembro do mesmo ano. O Jubileu terminará com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro em 06/01/2026. O próprio Papa também abrirá uma Porta Santa em uma prisão, pedindo condições dignas para quem está recluso. Esse gesto oferece aos prisioneiros um sinal concreto de proximidade.
Celebremos em nossas Igrejas particulares abrindo as portas de nossos corações para que se encham de esperança e de graça.
Um elemento fundamental de todo o evento jubilar é a Peregrinação: pôr-se a caminho para procurar o sentido da vida. Por isso, a sugestão de uma peregrinação, de uma igreja escolhida para a concentração, até à Catedral, seja este o sinal do caminho de esperança e de unidade, iluminado pela Palavra de Deus e com plena participação de todos os fiéis.
Rezemos com o salmista: “confia no Senhor! Sê forte e corajoso, anima teu coração, espera no Senhor” (Sl 27,14). Deus nos olha com ternura e paciência. Assim, na companhia da Mãe Aparecida vivamos esse tempo santo, caminhemos juntos e sejamos peregrinos de esperança.
O chamado vocacional e a sinodalidade
Agosto, por excelência na Igreja no Brasil, é dedicado ao “mês vocacional”, com temáticas voltadas a promoção das diversas vocações nascidas a partir do Sacramento do Batismo. Neste ano, o tema celebrado é “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”.
O papel das vocações leigas na Igreja
A Apostolicam Actuositatem, fruto do Concílio Vaticano II, é um dos documentos do Magistério da Igreja que, justamente, trata do papel das vocações leigas.
Sinodalidade na Família
Ao longo dos séculos, a Santa Mãe Igreja, por meio de seu Magistério, convida os leigos a caminharem de forma conjunta. Entretanto, mesmo dentro da própria família, pode ser difícil produzir um espaço de comunhão e escuta. Na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de 1981, o Papa João Paulo II destaca a participação familiar na comunidade cristã como “Igreja Doméstica” (nº 21), sinal de sinodalidade e unidade.
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