Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R. - Jornal Santuário Em Artigos Atualizada em 05 AGO 2019 - 10H15

Não trapacear com a fé

Assim tuitou recentemente o padre Zezinho: “Quando a fé não é o alicerce de nossas ações, o lucro, a política ou a vitória de ‘nosso grupo’ tornam-se a prioridade. Então, subitamente, ou aos poucos, as propostas de Jesus vão para o segundo lugar ou para o fim da fila! Para bilhões entre nós, Jesus foi secundarizado!” (Siga no twitter: @padrezezinhoscj).

Está muito presente entre nós o pecado contra os três primeiros mandamentos da Lei, que Jesus resumiu em um só: amar a Deus sobre todas as coisas. Quem O ama verdadeiramente, não toma Seu nome em vão; não usurpa do nome do Senhor; reconhece-se como criatura incapaz de fazer todas as coisas. Reconhece quem Deus é e O adora de coração sincero.

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É fácil, como mostra padre Zezinho, reconhecer quem inverte esse caminho de fé: há sempre outras coisas mais importantes. Mesmo entre nós, que somos batizados, e ainda entre aqueles que afirmam publicamente ter consagrado sua vida a Deus, há muitos que não dão a Ele e a seu Reino o primeiro lugar em suas vidas. Colocam outras coisas, maquiadas como “sendo do Reino”, mas, na verdade, não o são.

Leia MaisPadre Zezinho afirma que Jesus prega uma catequese de atitudesEssas trapaças na fé são disfarçadas com justos motivos em nosso cotidiano. Papa Francisco, ao refletir sobre a missão dos apóstolos, lembrou a missão de cada um dos cristãos. Para ele, “um cristão não pode ficar parado"; a vida cristã é "abrir caminho, sempre". Ou seja, um movimento que nos leva a sair de nós, a deixar de lado, muitas vezes, escolhas e projetos pessoais, para continuarmos o caminho iniciado por Jesus.

Se a vida cristã é para servir, o que estamos fazendo? E se já fazemos alguma coisa, o que podemos fazer ainda mais? Jesus nos chama a fazer o extraordinário!

Deus nos chama para o serviço livre e desinteressado, e isso só somos capazes de fazer se Deus estiver no primeiro lugar em nosso coração, influenciando todas as decisões de nossa vida, mesmo as que aparentam ser coisas simples do cotidiano.

A fé deve ser o alicerce da vida de quem escolhe viver no seguimento de Cristo. E assim, todas as outras coisas devem ser consequências de uma opção consciente e segura.

Que sejamos capazes de reestruturar nossa fé nesse caminho, deixando de usar o nome do Senhor em vão, ou apenas de falsear nossas trapaças com sinais da fé.

.:: Meu Cristo é mais Cristo do que o seu Cristo

Escrito por
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
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Missionário Redentorista da Província de Goiás

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