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Rádio Aparecida cria especiais acompanhando os rumos da Igreja

Escrito por Rádio Aparecida

01 MAI 2021 - 07H00 (Atualizada em 04 JAN 2022 - 13H39)




Sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo nos diversos âmbitos, a Rádio Aparecida organiza a produção de seus especiais a partir dessa curadoria dos acontecimentos recentes.

Tendo como mote a missão de evangelizar por todos os cantos, a Rádio Aparecida prioriza conteúdos religiosos. Dentre eles, a canonização de Irmã Dulce em outubro de 2019 teve um gosto especial.

“Da Bahia para a Glória dos Altares, Santa Dulce dos Pobres”



O mês de outubro costuma ser marcado por celebrações importantes na Igreja Católica e, neste ano, um motivo a mais para comemorar. 

Irmã Dulce, freira baiana que deixou ao Brasil um grande legado de cuidado com os pobres será canonizada pelo Papa Francisco em 13 de outubro.

Ana Neri, jornalista da Rádio Aparecida, preparou o especial e acompanhou, direto de Roma, a canonização de Irmã Dulce. Conheça os bastidores desse especial:

A12: Qual o processo de decisão do tema para preparar um especial da equipe de jornalismo da Rádio?

Ana Neri: Frequentemente as equipes se reúnem para decisões e escolhas diárias de pautas sobre as matérias que serão gravadas, fontes a serem ouvidas (especialistas, personagens), tudo isso, levando em consideração os acontecimentos vividos no país, sejam eles no campo político, econômico, social, cultural, religioso, enfim. Deste processo, participam os produtores, coordenadores, gestores que podem sugerir ideias ou, acolher inspirações que surjam da própria equipe. Existe uma hierarquia e ela precisa ser respeitada.

A12: Definido o tema, qual o próximo passo?

A.N: Quando falamos em especiais não se foge muito do processo de reuniões, pesquisas, trocas de experiências, até chegar a uma escolha do que será feito, como será feito, para quem será feito, qual objetivo este material pretende alcançar, verba para executá-lo, captura de patrocínio, se as gravações serão feitas via telefone, áudio de whatsapp, se a equipe precisará se deslocar, caso sim, por quantos dias… quantas pessoas irão como apresentador, repórter produtor, motorista. Tudo precisa ser planejado; inclusive, verificado junto ao coordenador de programação, de jornalismo e direção da emissora, um horário para a veiculação do conteúdo. Já no caso do nome, ele pode vir depois do tema, mas não pode ser deixado para o final para não prejudicar as próximas etapas e equipes envolvidas. Enquanto o processo de produção e gravação começa a acontecer, a coordenação ou editor de jornalismo solicita ao setor responsável pelas vinhetas, um material em áudio com plástica (chamadas com efeitos, trilhas, divulgação do tema, data e informações importantes para o ouvinte). Como o próprio nome já diz, o fato de, ser especial, ele será bem mais elaborado, planejado, terá um pouco mais de tempo para ser produzido e, se for dentro de um programa, esse conteúdo poderá ter 30 minutos de duração, 1 hora, ou, caso seja dentro dos jornais diários da emissora, o que geralmente acontece é colocar um episódio por dia com duração de uns 3 a 4 minutos.

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A12: Quais as dificuldades de se criar um conteúdo especial?

A.N: Uma das principais dificuldades é correr contra o tempo porque nem sempre é possível se desligar de outras atividades e se concentrar apenas num projeto. Hoje, a maioria dos profissionais de rádio e TV é multifuncional. Então, manter o foco e aprender a administrar o tempo é essencial. Dependendo do tema, outra dificuldade pode ser o contato com os entrevistados que nem sempre estarão disponíveis a hora que você conseguir gravar. Aí entra a importância do diálogo do produtor com o entrevistado, ou com a assessoria até se chegar a um consenso. Às vezes, o tempo total do especial é curto, ou, como terão diversas fontes, algumas entrevistas ficam super longas e têm todo o processo de ouvir uma a uma, editar e já deixar decupada para o editor de áudio que fará depois a parte plástica de colocar cada fala no seu devido lugar, seguindo o roteiro do radialista/jornalista. Nas dificuldades é importante muita criatividade, porque como diz o ditado "quem não tem cão caça com gato", não se pode perder a oportunidade de gravar um material profissional, de qualidade, devido a algum empecilho. Se não deu certo com o entrevistado dos seus sonhos, vá além, procure outro; se não há verba para ir a um determinado lugar, veja outro, faça por telefone, mas faça. Sempre digo que as dificuldades não podem ser barreiras. Elas devem ser como um trampolim que nos impulsionam a querer dar algo melhor ainda de nós para aquilo que fazemos e sempre pensando que você não está sozinho; todos da equipe participam de alguma forma e você veste uma camisa e deve valorizá-la.

A12: Você fez um especial sobre a Irmã Dulce e sua canonização. Por que falar sobre isso?

A.N: O especial sobre o Anjo bom da Bahia e agora de todo o Brasil, surgiu porque em 2019, logo no início do segundo semestre, o papa Francisco anunciou que a data de sua canonização aconteceria no dia 13 de outubro em Roma, paralelamente ao Sínodo Especial dos Bispos sobre a Região Pan Amazônica. Vimos aí o "gancho", uma expressão bastante usada no jornalismo, como uma oportunidade então de mostrarmos ao país todo e ao mundo, quem era Dulce dos Pobres, a "freirinha" baiana que dedicou sua vida desde a infância até a morte, servindo aos doentes e mais pobres e que se tornaria uma santa brasileira, com a terceira canonização mais rápida de toda a história da Igreja? Todos precisavam conhecê-la e ser contagiados pelo amor e pela bondade que ela trazia no coração.

A12: O que mais te chamou a atenção enquanto preparava esse conteúdo?

A.N.: Sem dúvida, o fato de Dulce ser uma pessoa do século passado, uma história não tão distante de nós, que tinha uma vida comum, perdeu sua mãe muito nova, foi uma menina levada, no bom sentido, gostava de soltar pipa, jogar futebol com os meninos, assistir jogos no estádio com seu pai para ver de perto o jogador da qual era fã, ou seja, gente como a gente que não precisou mudar o mundo para ser reconhecida; ela nem queria isso. Mas, ela, aos poucos, desde seus 11 anos, começou a olhar todos à sua volta com empatia e compaixão, a ponto de começar a colocar crianças famintas, pessoas doentes dentro do quintal de sua casa, para dividir com elas o que tinha. Dedicando sua vida assim aos mais necessitados, ela sentiu o chamado à vida religiosa e aí algo que marcou muito. Ela estudou como noviça, fez também magistérios, dava aulas, pois isso era pedido a ela, porém, ela no fundo do seu coração não queria ficar presa numa sala, o coração dela estava nas ruas com os doentes e mais pobres. Mas ela nunca reclamou, apenas expressava a Deus seu desejo. Até que um dia a superiora geral em visita à comunidade religiosa onde Dulce morava, disse à sua superiora local que a jovem religiosa deveria ir para as ruas pois o chamado dela estava lá. Isso me marcou profundamente. Além dos gostos dela da infância, meio moleca pois me identifiquei muito com esse lado dela.

A12: Sobre esse especial, qual é o ensinamento que você quis trazer para os ouvintes?

A.N.: Tantas vezes queremos mudar as pessoas, as realidades e nós mesmos não mudamos, não damos o primeiro passo. Junto com meus colegas e responsáveis, meu desejo era mostrar a todos sua vida, seu legado, as obras sociais fundadas por ela e um dos maiores hospitais do país também criados por ela que nasceu em princípio dentro de um galinheiro e hoje é referência mundial em tratamento humanizado, tratamento de câncer com diversas especialidades e que sobrevive apenas com ajuda de pessoas de bom coração. Despertar nos ouvintes o desejo de fazer o bem sem olhar a quem. E que se cada um começar a fazer um pequeno gesto em favor de seu próximo, isso pode ir contagiando e o mundo pode se tornar um lugar muito melhor, mais justo e fraterno.

A12: Você acompanhou a canonização direto de Roma. Como foi essa experiência?

A.N.: Eu jamais imaginei que isso um dia pudesse acontecer. Era um sonho de infância estar em Roma e a Rede Aparecida de Rádio me proporcionou este momento, Não somente a mim, mas a alguns outros colegas de outros setores que participaram da cobertura. Me apaixonei por irmã Dulce enquanto estudava sobre ela para o especial. Sua vida me contagiou e despertou em mim o desejo de fazer algo a mais por aqueles que precisam. E ter estado em Roma foi uma culminação de tudo o que vivi dias antes. Conversei com a sobrinha e a única irmã viva de Santa Dulce; conheci pessoas que receberam milagres por sua intercessão, então tive um envolvimento muito profundo. Participar da canonização do nosso anjo bom do Brasil foi um dos maiores presentes de Deus de todo este tempo de carreira trabalhando com comunicação. E graças a essa cobertura, nossa equipe esteve muito perto do papa e, no último dia nosso em Roma, que foram 21 consecutivos, fomos presenteados, certamente por intercessão de irmã Dulce e claro, ao lado dela Nossa Senhora Aparecida da qual ela era devota, com uma entrevista com o santo padre. Esses dias no Vaticano ficarão para sempre nas minhas melhores lembranças e quero levar sempre comigo, no meu coração a mensagem de Santa Dulce: amor, empatia, compaixão e ação. E seguindo assim, sei que farei o bem àqueles que passarem pela minha vida, especialmente os que mais necessitarem de um pouco de atenção, cuidado e de carinho. 

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