Por Elisangela Cavalheiro Em Assembleia Geral CNBB

Bispos aprofundam reforma do processo de nulidade e posturas pastorais da Exortação pós-sinodal

Reforma do processo canônico para as causas de nulidade, questões práticas e perspectivas pastorais da Exortação pós-sinodal do Papa Francisco “Amoris laetitia”, sobre o amor na família e o retiro dos bispos que teve como pregador, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, foram os assuntos apresentados pelos bispos na coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (11), sexto dia da 54ª Assembleia Geral da CNBB.

Estavam presentes na coletiva, o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e Dom Sérgio de Deus Borges, bispo auxiliar de São Paulo (SP).

Dom Raymundo resumiu a reflexão apresentada pelo Cardeal Ravasi centrada no tema da misericórdia como oportuna e de profundo enriquecimento para todos os bispos, visto o seu vasto currículo.

“Ele abordou o tema da misericórdia sob diversos aspectos e muito bem fundamentado do ponto de vista bíblico e do ponto de vista cultural. Foi um retiro muito proveitoso e muito agradável”, afirmou o cardeal.

Na sequência, o Cardeal falou sobre a Exortação “Amoris laetitia”, especificamente sobre os capítulos sexto e oitavo, que apresentam questões práticas e perspectivas pastorais a respeito da família citando algumas posturas pastorais, entre elas, o reforço da Pastoral Familiar, a preocupação com a formação dos futuros padres diante do desafio do acompanhamento das famílias desde a preparação dos casais antes do matrimônio, a celebração e a direção espiritual dos casais durante toda a vida, bem como os casais separados e divorciados recasados.

Dom Damasceno enfatizou o desejo do Papa de que esses casais sejam acolhidos e acompanhados pela Igreja. “Eles precisam de acompanhamento da Igreja, isso é fundamental. Até para viver na comunidade, pois eles não estão excomungados”, frisou o cardeal destacando o grande número de casais que participam da vida da Igreja dando testemunho de caridade e responsabilidade.

Em seguida, tomou a palavra Dom Sérgio de Deus que falou com clareza sobre a reforma anunciada pela Igreja no ano passado que favoreceu uma maior celeridade no encaminhamento e proferimento de sentenças dos processos de nulidade matrimonial pelos tribunais da Igreja.

O bispo recordou que este pedido por um “processo mais breve” esteve em discussão na Igreja desde o Concílio Vaticano II e com o Papa Francisco recebeu atenção e decisão. Dom Sérgio detalhou diversos pontos do Motu Próprio “Mitis Iudex Dominus”, que foram aprimorados por Francisco, com destaque à duração do processo até o proferimento da sentença que agora pode chegar a quatro ou cinco meses. 

“Nós temos este processo, este novo percurso que o Papa Francisco apresenta. Então não é para favorecer a nulidade é para ajudar as pessoas a viver na santidade. Esta me parece a beleza deste documento, do caminho e do magistério que representa o Papa Francisco a todos nós”, enfatizou.

Veja a coletiva na íntegra e os detalhes da fala dos bispos: 

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