
A atuação da Igreja no Brasil em relação à situação dos imigrantes venezuelanos, que buscam refúgio no País, foi pauta do ‘Meeting Point’ desta quarta-feira (08), durante a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O trabalho da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) também esteve entre os temas.
O bispo da Diocese de Pesqueira (PE) e referencial do Setor de Combate ao Tráfico Humano da CNBB, Dom José Luiz Ferreira, e o bispo de Roraima e coordenador do Projeto Caminhos de Solidariedade: Brasil & Venezuela, Dom Mário Antônio da Silva participaram do debate.

Segundo Dom Mário Antônio, dados de organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que 96 mil venezuelanos já tenham entrado no Brasil. Só o estado de Roraima recebeu 50 mil imigrantes, representando mais de 10% da população total de imigrantes.
O bispo falou sobre os esforços da diocese, da Cáritas, do Serviço Pastoral do Migrante, do Estado de Roraima e do Governo Federal, através do Ministério da Defesa, para o acolhimento desses migrantes.
Plano Nacional de Integração 'Caminhos de Solidariedade: Brasil & Venezuela'
Dom Mario explicou que a capital roraimense (Boa Vista) é o ponto de partida do plano, que pretende alcançar cidades do país inteiro (sobretudo aquelas onde o fluxo de pessoas que vêm para o Brasil é maior).
O bispo fez um apelo às pessoas e dioceses para que se cadastrem no site do projeto e preencherem o formulário de acolhimento ,para receber uma família migrante ou pessoas venezuelanas. “Que possamos abrir o nosso coração, pois a solidariedade gera vida nova, dá esperança e nos faz crescer na fraternidade”, finalizou.
Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano

Dom José Luiz Ferreira falou sobre o cenário das migrações venezuelanas, particularmente dos atos de violência que atingiram os imigrantes que fogem da fome e da falta de condições de vida em seu país.
O bispo de Pesqueira fez referência ao projeto ‘Caminhos de Solidariedade’, que nasceu a partir de uma visita da Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB à Diocese de Roraima, e se concretizou após uma oficina de planejamento, organizada pela Cáritas Brasileira em julho de 2018, com a participação das entidades envolvidas no Plano, em Brasília (DF).
“A Comissão que atuar tanto na prevenção como também atuar para que as situações deixem de ser invisíveis”, afirmou.
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