Por Tatiana Bettoni Em Assembleia Geral CNBB

Juventude, JMJ e Quilombolas na coletiva dos bispos

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A cada dia a Assembleia Geral da CNBB concede uma entrevista coletiva comentando os principais assuntos do dia. Nesta quarta-feira (17), os bispos abordaram o trabalho com a juventude no Brasil, os últimos encaminhamentos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e um documento da CNBB sobre a realidade dos povos quilombolas. Participaram da coletiva os bispos dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ (COL) e dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro.

Dom Dimas Lara Barbosa, porta-voz do evento, iniciou a coletiva dizendo que na reta final da assembleia, neste dia, os bispos discutiram assuntos de grande importância para a vida da Igreja no Brasil, com destaque especial para a JMJ. O porta-voz informou também que a CNBB deverá emitir uma nota sobre a situação atual dos povos indígenas.Abrindo a coletiva, dom Orani falou sobre os diversos encaminhamentos que estão sendo realizados em vista da Jornada e lançou um olhar para o futuro.

“Esses jovens, hoje e amanhã fazem a diferença. Temos jovens de 160 países, representantes de todos os continentes. Isso tudo são sinais da acolhida, da importância que tem esse momento para a história do Brasil e para a história da nossa caminhada como Igreja”.O presidente do COL informou que jovens de outras denominações religiosas terão oportunidade de participar de eventos específicos durante a Jornada.Dom Eduardo Pinheiro lembrou os eventos que estão sendo realizados neste ano para a juventude e afirmou que nesse contexto de valorização dos jovens a Jornada não é um evento isolado numa semana, mas “vem para contribuir com a evangelização da juventude”.

O bispo destacou os frutos que estão sendo colhidos com as atividades antecedentes à Jornada e, especialmente, quanto à peregrinação dos símbolos.  “A peregrinação tem feito um bem tremendo para a juventude, para a Igreja e para a sociedade”, destacou.Dom Eduardo afirmou que a Jornada visa o ser humano integral, por isso, a grandiosidade na preparação deste evento e também com a pós-jornada, na elaboração de propostas e ações que considerem uma evangelização mais intensa junto à juventude.“Isso tudo faz acreditar que esse momento não é um momento qualquer, é um momento singular muito importante que a gente tem que saber reconhecer o valor e saber aproveitar bem”, finalizou.

A respeito da questão sobre os povos quilombolas, dom Pedro Cunha falou sobre o ‘documento verde’ que será publicado contendo a realidade desses povos tradicionais.“O objetivo do documento e do trabalho é tentar tornar públicas as violações dos direitos humanos sofridas por essas comunidades quilombolas que lutam pela titulação de suas terras”, disse o bispo referindo-se à principal proposta do documento.

Dom Pedro Cunha informou que são mais de 20 comunidades quilombolas no Brasil lutando para preservar sua cultura.Muitas dessas comunidades têm suas terras violadas e invadidas por conta da ganância e da especulação do sistema financeiro. “Tanto o INCRA quanto as instâncias estaduais deixam de cumprir uma série de promessas que deveriam ser cumpridas no que diz respeito ao reconhecimento da dignidade dessas pessoas”, esclareceu.

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