Por Tatiana Bettoni Em Assembleia Geral CNBB

Reforma Agrária, Vida e Família e renovação da fé entram na pauta dos bispos nesta segunda

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Nesta segunda-feira (15), os bispos retomam os trabalhos abrindo reflexões de temas relacionados à Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, com destaque para o ‘Ano da Fé’ e o Catecismo da Igreja Católica. Questões sobre ‘Vida e Família’ entram na pauta, trazendo debates sobre a dignidade da vida humana.

A ‘Questão Agrária’ deverá ser debatida novamente, com a apresentação da nova redação do texto que poderá ser aprovado no final da assembleia. Na semana passada, o tema central ‘Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia’ e o documento sobre a Reforma Agrária tomou grande parte das discussões da assembleia. O documento contendo diretrizes sobre a atuação da comunicação da Igreja na mídia e a nova tradução do Missal Romano também foram destaques. 

Reunidos em assembleia desde a quarta-feira passada (10), os bispos realizaram uma pausa no último sábado e domingo dos grupos de discussões e debates, e participaram de um retiro espiritual. O pregador do retiro foi o bispo de Porto Velho (RO), dom Esmeraldo Barreto de Farias, e o tema destacou a identidade episcopal : ‘O Bispo, mestre e testemunha da fé’.

Aos mais de 360 bispos, dom Esmeraldo pontuou a importância da comunhão do bispo com seu povo. “Um bispo encontra a sua identidade e o seu lugar no seio da comunidade dos discípulos do Senhor, onde recebeu o dom da vida divina e a primeira instrução na fé. Sobretudo quando da sua cátedra episcopal exerce na presença da assembleia dos fiéis a sua função de mestre na Igreja, cada Bispo deve poder repetir como santo Agostinho: ‘Se se considerar o lugar que ocupamos, somos vossos mestres; mas, pensando no único Mestre, somos condiscípulos vossos na mesma escola’.

Na Igreja, escola do Deus vivo, Bispos e fiéis são todos condiscípulos e todos têm necessidade de ser instruídos pelo Espírito”. O pregador destacou ainda que somente unido a Cristo o bispo encontra o centro da sua missão. “Somente unidos a Jesus Cristo, aos seus sofrimentos, no caminho da Páscoa, o bispo pode viver a missão. A união com Jesus Cristo ressuscitado significa necessariamente comunhão com o Servo, com aquele que assumiu a nossa natureza humana e que também diz para nós hoje: ‘sem mim, nada podeis fazer’. O caminho da fé abre o horizonte da esperança e esta ‘não decepciona porque o amor foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado’”.

A assembleia dos bispos termina na próxima sexta-feira (19).

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