O Indicador Semanal de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços, mostrou que a inflação subiu para o consumidor.
Ilustrações: Henrique Ribeiro

IPC-S teve variação de 0,04 ponto percentual
O principal impacto veio dos alimentos e bebidas que refletem no consumo e pressionam o bolso do consumidor. A alta na segunda semana de outubro havia sido de 0,45% subindo para 0,49% na terceira semana - IPC-S (FGV).
O A12.com consultou um especialista para saber o que leva ao aumento no nível dos preços.
O Professor Humberto Felipe da Silva, Doutor em História Econômica e coordenador do curso de Logística da UNISAL, explica que quando ocorre um aumento generalizado e descontrolado de preços, estamos diante de um processo inflacionário.

Na economia capitalista é normal ocorrer o aumento de preços. Mas quando esse aumento se torna descontrolado chamamos de inflação. Para ser chamado de inflação precisa ser generalizado, atingir vários itens e não apenas um ou alguns.

Prof. Humberto Felipe explica que muitas são as causas que podem provocar inflação. O que preocupa os governos e as pessoas em relação à inflação é que ela faz o dinheiro perder o poder de compra.

Toda vez que acontece um processo inflacionário as pessoas são obrigadas a reduzir o consumo para não perder o controle sobre suas finanças.
Significa que se se hoje uma pessoa consegue comprar uma quantidade de produtos com R$ 100 reais, depois de um tempo, um mês, por exemplo, não conseguirá mais comprar a mesma quantidade de produtos.
Professor Humberto faz uma comparação da economia com a medicina que nos ajuda a compreender a inflação:
“É como uma pessoa que está com febre. Por que ela está com febre? Não é porque está quente, mas porque tem alguma infecção no corpo e o corpo reage elevando a temperatura. Com a economia acontece o mesmo, quando está doente ela apresenta algum sintoma. Um desses sintomas pode ser a inflação. E esta dói no bolso do consumidor!”.

De acordo com o Doutor em História Econômica, para controlar a inflação existem muitas receitas e uma delas é aumentar a taxa de juros.
“Se o dinheiro fica mais caro (aumento da taxa de juros) as pessoas consomem menos. Se consomem menos, reduz a procura por produtos e assim há uma tendência dos preços caírem”, afirmou.
Professor Humberto alertou que esse tipo de artifício funciona bem quando o processo inflacionário foi decorrente de uma crise passageira. Quando o problema é sério, quando a economia vai mal não funciona bem, resolve de forma temporária.
“Usando a febre como referência podemos dizer que se a pessoa está gripada, a aspirina vai servir apenas para reduzir um pouco a febre, mas não para acabar com o resfriado”, completou.
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