Espiritualidade

Até quando poderemos suportar a pandemia?

José Duarte de Barros Filho

Escrito por José Duarte de Barros Filho

13 AGO 2021 - 08H42 (Atualizada em 13 AGO 2021 - 09H11)

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A pandemia, como qualquer outra prova que Deus permita ao ser humano, deve ser suportada por quanto tempo Ele permitir. Uma belíssima oração do Papa Clemente XI diz:

“...Ofereço-Vos [Senhor] minhas contrariedades, para que as aceite por Vós (…).
Quero o que quereis, quero porque o quereis, quero como o quereis, quero enquanto o queirais (...) ”

Nunca devemos nos esquecer que Deus sempre deseja para nós, cada um dos Seus filhos, criados exclusivamente por infinito amor, aquilo que de fato é melhor: a vida infinita, depois do julgamento universal e ressurreição dos corpos, em plena comunhão com a Trindade – o que chamamos de Paraíso Celeste. Não o mero conforto nesta vida terrena.

Leia MaisO sentido do sofrimentoO que o sofrimento pode me oferecer de bom?Somente à luz desta perspectiva podemos entender os sofrimentos (quaisquer que sejam) da vida: pois se Deus, que não criou o mal, mas respeita integralmente a liberdade do ser humano (esta sim capaz de escolher se afastar Dele, o que caracteriza o mal), tem, ao mesmo tempo, infinito poder, e é O único que pode tirar um bem de um mal: de fato, na Cruz, Deus redimiu a humanidade por Seu sofrimento por nós e, para além da morte, nos trouxe a ressurreição e a possibilidade da vida infinita com Ele, no Paraíso.

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Todos os santos entenderam cabalmente que nem mesmo os piores sofrimentos desta vida são uma desgraça, desde que aceitos e oferecidos a Deus pelos próprios pecados e os dos irmãos, e que, assim, todos os nossos problemas são, antes, caminhos para o Céu, do que simples e más “fatalidades”.

Não que devamos desejar o mal, e irresponsavelmente nos deixarmos levar por ele, nem nos acomodarmos e habituarmos às perversidades e absurdos deste mundo, e sim combatê-los firmemente… 

Mas entendamos que dificuldades são provas permitidas por Deus para que, ao nos posicionarmos diante delas sob a Sua direção, as transformemos em méritos para merecer o prêmio celeste. E sem nunca desconfiar de Deus, pois Ele jamais exige de alguém algo que esta pessoa não possa, com Ele, suportar.

Por exemplo, nem todos serão chamados por Deus ao martírio, mas só aqueles que, Ele sabe, têm condições de livremente aceitar este caminho, com fé e plena confiança; mas estes, certamente, deverão também escolher com liberdade o que Deus lhes propõe.

Creiamos no Amor, na Bondade e no poder infinito de Deus por nós. Ele sabe o que convém a cada um, e nunca irá falhar na Sua proteção e auxílio. Apenas escolhamos o certo: a obediência, com humildade e confiança Àquele que tudo pode, e chegou a morrer de amor por cada um de nós.

Escrito por
José Duarte de Barros Filho
José Duarte de Barros Filho

Biólogo, PhD em Zoologia pela UERJ, Pós-Graduado em Ensino Religioso (UCP), e integrante do Movimento de Vida Cristã, onde atua principalmente nas atividades do Centro de Estudos Culturais.

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Por Redação A12, em Espiritualidade

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