Havia, certa vez, um senhor idoso que morava sozinho. Seus parentes mais próximos todos já haviam falecido.
Um dia, como ele estava bem doente, chamou um amigo de confiança e fez a seguinte revelação: “Sabe aquela seringueira tal? A exatamente cinquenta metros dela, na direção da minha casa, eu escondi um tesouro no chão. Depois que eu morrer, ele é seu”.
Poucos dias depois, o velho faleceu. O amigo pegou o enxadão e uma trena e foi procurar o tesouro. Mediu cinquenta metros a partir do tronco da seringueira e começou a cavar. Mas só encontrou carvão. Tentou cavar de todos os lados e não encontrou nada, além de carvão. Certamente alguém já pegou esse tesouro, pensou. E desistiu.
Tempo depois, um empregado da fazendo estava construindo uma cerca e deu com aquele carvão. Ficou curioso. Quero ver até onde vai a profundidade deste carvão, pensou. E foi furando. Lá embaixo, no meio do carvão, encontrou uma caixa de bronze cheia de ouro. O velho havia furado um buraco bem fundo, e colocado carvão, para proteger da umidade o seu tesouro.
Carvão lembra cinza, que é símbolo de penitência. É dentro do espírito de penitência que encontramos o tesouro da Vida Nova que Jesus nos trouxe. Mas precisamos ser persistentes e aprofundar nessa busca.
Maria Santíssima era totalmente luz, sem nada precisar esconder. “Maria que eu quero bem, Maria do puro amor. Igual a você ninguém, Mãe pura do meu Senhor."
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