Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

A Comunidade N. Sra. de Fátima

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Havia, certa vez, na periferia de uma cidade grande, uma Comunidade católica chamada Nossa Senhora de Fátima. As celebrações eram feitas no Centro Comunitário do bairro, já que a Comunidade não tinha um local para se reunir. O Centro Comunitário pertencia à prefeitura. 

Um dia, a assistente social da prefeitura procurou a líder da Comunidade e lhe pediu que no próximo domingo avisasse o povo que aquele era o último Culto Dominical celebrado no Centro Comunitário, pois dali para frente estava proibido. 

Imediatamente, a líder reuniu a equipe de coordenação da Comunidade e deu a triste notícia. Em meio à oração, tiveram uma ideia: 

No domingo seguinte, no final do Culto Dominical, disseram a todos os presentes: “A assistente social nos proibiu de reunir aqui. Nós não vemos motivo para isso, já que no domingo não há atividades no Centro Comunitário. Amanhã, às oito horas da manhã, ela estará aqui. Nós, a coordenação da Comunidade, convidamos alguns de vocês para virem unir-se a nós, a fim de conversarmos com ela”. 

Alguns levantaram a mão. Um senhor disse: “Se ela for irredutível, daqui mesmo iremos à prefeitura conversar com o Sr. Prefeito”. 

A notícia espalhou-se no bairro inteiro. No dia seguinte, quando a assistente social chegou, estavam ali 82 pessoas adultas, sem contar as crianças. Levaram inclusive um alto-falante portátil, já preparado para animar a caminhada até a prefeitura. 

Ao ver a cena, a assistente social ficou com tanto medo de perder o emprego, que tremia como vara verde. Ela pegou o microfone e disse: “Não! Não há problema! Podem continuar usando o Centro Comunitário para as celebrações. Fica o dito por não dito”. 

Na verdade, a iniciativa de proibir as celebrações era dela mesma, que pertencia a uma seita evangélica. 

Povo unido jamais será vencido. 

Maria Santíssima foi também uma mulher corajosa e de iniciativa. Ela não teve medo de cantar um hino em que denunciava pessoas poderosas, que eram injustas com os pobres e humildes. Quando Jesus foi crucificado, apesar de quase todos fugirem de medo, ela estava “em pé, junto à cruz”. Que Maria nos ajude a usar a força da nossa união, a serviço do Reino de Deus. 

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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