Certa vez, uma jovem mãe estava com o seu bebê no portão da casa. Passou uma senhora, parou e disse: “Como é bonita esta criança!” A mãe falou: “Espere um pouquinho. Vou buscar a fotografia dela para a senhora ver que é mais bonita ainda”.
O que aquela mãe fez foi simplesmente ridículo, porque os fotógrafos podem falsificar fotografias, “melhorando” as pessoas.
Mas há algo parecido com a Redenção feita por Jesus. Esta foi além e tornou o original, isto é, o homem criado por Deus, melhor e mais bonito ainda. Por isso que cantamos no sábado santo, referindo-nos ao pecado original: “Ó culpa tão feliz que há merecido a graça de um tão grande Redentor”.
Quando Maria Santíssima ouvia, ao participar da santa Missa, aquelas palavras do seu Filho: “Tomai todos e comei, isto é o meu corpo... Tomai todos e bebei...” certamente ela pensava: Este corpo foi gerado dentro de mim.
E quando ela comungava, era quase que uma nova encarnação. Aquele coração que batia em seu ventre volta agora para sustentá-la na caminhada.
Claro que Maria se lembrava também dos maus tratos que Jesus recebeu e continuava recebendo dos homens, e voltava a sentir a espada que, no Calvário, transpassou o seu coração. Por isso lhe pedimos: “Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores”.
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