Luísa era uma jovem bonita e cristã comprometida. Junto com seu grupo de jovens, ela visitava o asilo da cidade, chamado Pequena Casa da Providência.
A menina gostava de passar a tarde do domingo na Pequena Casa da Providência, conversando com os velhinhos e ajudando em alguma coisa. Achava muito bonito o trabalho dos funcionários e dos voluntários.
Durante as férias, ela passou vinte dias trabalhando na instituição, que o povo chamava de asilo. Sua identificação com a obra cresceu. Via Jesus em cada vovô e vovó.
No começo, conta ela, foi difícil. Os idosos, na maioria inválidos, não reconheciam o trabalho dela, nem agradeciam. Pelo contrário, alguns eram exigentes, outros reclamavam à toa...
Mas Luísa procurava compreendê-los e adaptar-se ao jeito de cada um. Ela levava na brincadeira as broncas.
Luísa deu o seguinte testemunho: “Dia após dia fui compreendendo que, para servir na Pequena Casa da Providência, eu precisava tornar-me pequena também. Junto daqueles asilados, eu compreendi uma coisa muito bonita: A felicidade encontra-se na valorização das pequenas coisas”.
Depois de haver superado as dificuldades, Luísa sentiu uma felicidade imensa. “De repente”, disse ela, “eu me dei conta de que devia abandonar tudo e dedicar a minha vida à Pequena Casa da Providência”.
E foi isso que ela fez. Hoje chama-se Irmã Luísa. Desapegou-se até da Pequena Casa da Providência. A sua vida está nas mãos de Deus, que age através das suas superioras. Ela gosta daquela frase: “Onde Deus me plantar, aí quero crescer e florir”.
Nesta moça, nós vemos a mão de Deus, que vai nos guiando passo a passo em direção à missão para a qual ele nos criou.
A ociosidade é a mãe de todos os vícios. Quem vive à toa, ou gasta o tempo livre em futilidades, dificilmente descobrirá o chamado de Deus.
Maria Santíssima gostava de ouvir a Palavra de Deus, que chegava a ela, às vezes, de forma inédita. Também conosco acontece isso, como foi o caso da Ir. Luísa, à qual a Palavra de Deus chegou através da Pequena Casa da Providência. “Maria do sim, ensina-me a dizer meu sim”.
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