Em uma igreja, havia o costume de, na noite do Natal, as famílias comprarem lamparinas e acendê-las no presépio, ao lado de Menino Jesus, para homenageá-lo no seu aniversário. Um guarda passava a noite na igreja, a fim de evitar incêndio.
Uma senhora bem idosa queria também colocar a sua lamparina, mas não tinha dinheiro para comprá-la. Possuía apenas algumas moedas.
Mesmo assim, foi até uma loja. O dono da loja, vendo a sua tristeza por não poder comprar a lamparina, propôs a ela dar-lhe uma lamparina velha e enferrujada por aquele valor. A velhinha aceitou com alegria.
No dia 24, quando ela entrou na igreja com aquela lamparina, o guarda zombou dela, dizendo: “Como a senhora tem coragem de oferecer para Jesus uma lamparina tão feia como esta!”
Naquela noite, antes da Missa do Galo, sobreveio um vendaval tão forte na igreja que apagou todas as lamparinas, menos aquela da velhinha. O guarda ficou tão emocionado que a procurou e pediu-lhe desculpas.
“Quando estava no Templo, sentado em frente do cofre das ofertas, Jesus observava como a multidão punha dinheiro no cofre. Muitos ricos depositavam muito. Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas. Jesus chamou os discípulos e disse: ‘Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros. Pois todos deram do que tinham de sobra, ao passo que ela oferecer tudo o que tinha para viver” (Mc 12,41-44).
A importância de um presente se mede, não pelo seu valor em si, mas pela pessoa que dá e sua relação com quem recebe.
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