Havia, certa vez, uma mãe viúva que tinha vários filhos. Ela trabalhava para criar os filhos e dar a eles o melhor que podia: Lavava roupa para fora, fazia salgadinhos, costurava... Conseguiu criá-los.
Por fim, todos se realizaram na vida. Restou a mais nova, uma menina inteligente e bonita. A mãe pensou: Vou continuar lutando, a fim de dar a esta minha filha um bom estudo. Colocou-a nos melhores colégios.
Mas a mocinha começou a ter vergonha da mãe, porque era uma mulher de mãos calejadas, rosto sofrido e meio encurvada. Depois que a menina foi para a cidade grande estudar, procurava esconder das colegas a sua mãe, que era pobre.
Um dia, ela disse para uma amiga: “Eu queria ter uma mãe igual à sua: bonita, moderna, que usa joias e sabe falar português corretamente”. A amiga disse com tristeza: “Não queira isso. A minha mãe não para em casa, não faz comida para nós e não liga para mim. Vivemos com a empregada”.
Um tempo depois, a mocinha conheceu a mãe de outra colega e se entusiasmou por ela. Disse para esta: “Eu queria ter uma mãe como a sua: alegre, social, divertida, não séria como a minha mãe”. A colega disse: “Você se engana. Minha mãe é alcoólatra. Ela é alegre assim quando está bêbada. Passado o efeito do álcool, ela é horrível”.
Mas a garota não desistiu de procurar a mãe ideal.
Um dia, conheceu outra mãe, gostou muito dela e disse para a filha: “Você tem uma mãe bacana. Como eu gostaria de ter uma igual!” A colega disse: “É porque você não mora lá em casa. Mamãe fala mal do meu pai e à noite sai para festas, junto com homens e mulheres de boemia. E deixa em casa nós junto com o papai”.
Dias depois, a garota estava atravessando um jardim e viu um menino de rua sentado em um banco, com uma flor na mão. A menina aproximou-se dele e começou a conversar. Sem perceber, ela começou a falar de sua mãe: “A minha mãe é uma mulher feia, tem rugas no rosto, é meio encurvada. E o pior: Vive cobrando de mim, pegando no meu pé”.
O menino disse: “Eu não conheço a minha mãe. Como eu gostaria de ter uma mãe igual à sua, que cobrasse as coisas de mim e me educasse! Hoje é o Dia das Mães. Eu estou com esta flor para entregar à primeira mãe que eu encontrasse. Por favor, entregue-a para a sua mãe, porque ela é a mãe que eu gostaria de ter”.
A mocinha nem havia se lembrado que era o Dia das Mães! Naquela hora, ela caiu em si. Agradeceu ao menino, pegou a flor e foi correndo para a rodoviária. Tomou o ônibus e conseguiu chegar em casa ainda no Dia das Mães. Ao chegar, abraçou sua mãe, beijou-a, entregou-lhe a flor e disse emocionada: “Mamãe, a senhora é maravilhosa. É a melhor mãe do mundo!
Todas as mães são maravilhosas, porque traduzem para nós o amor de Alguém que é ainda mais maravilhoso: Deus. Mãe das mães, rogai por nós.
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