Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

A mãe maravilhosa

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Havia, certa vez, uma mãe viúva que tinha vários filhos. Ela trabalhava para criar os filhos e dar a eles o melhor que podia: Lavava roupa para fora, fazia salgadinhos, costurava... Conseguiu criá-los.

Por fim, todos se realizaram na vida. Restou a mais nova, uma menina inteligente e bonita. A mãe pensou: Vou continuar lutando, a fim de dar a esta minha filha um bom estudo. Colocou-a nos melhores colégios.

Mas a mocinha começou a ter vergonha da mãe, porque era uma mulher de mãos calejadas, rosto sofrido e meio encurvada. Depois que a menina foi para a cidade grande estudar, procurava esconder das colegas a sua mãe, que era pobre.

Um dia, ela disse para uma amiga: “Eu queria ter uma mãe igual à sua: bonita, moderna, que usa joias e sabe falar português corretamente”. A amiga disse com tristeza: “Não queira isso. A minha mãe não para em casa, não faz comida para nós e não liga para mim. Vivemos com a empregada”.

Um tempo depois, a mocinha conheceu a mãe de outra colega e se entusiasmou por ela. Disse para esta: “Eu queria ter uma mãe como a sua: alegre, social, divertida, não séria como a minha mãe”. A colega disse: “Você se engana. Minha mãe é alcoólatra. Ela é alegre assim quando está bêbada. Passado o efeito do álcool, ela é horrível”.

Mas a garota não desistiu de procurar a mãe ideal.

Um dia, conheceu outra mãe, gostou muito dela e disse para a filha: “Você tem uma mãe bacana. Como eu gostaria de ter uma igual!” A colega disse: “É porque você não mora lá em casa. Mamãe fala mal do meu pai e à noite sai para festas, junto com homens e mulheres de boemia. E deixa em casa nós junto com o papai”.

Dias depois, a garota estava atravessando um jardim e viu um menino de rua sentado em um banco, com uma flor na mão. A menina aproximou-se dele e começou a conversar. Sem perceber, ela começou a falar de sua mãe: “A minha mãe é uma mulher feia, tem rugas no rosto, é meio encurvada. E o pior: Vive cobrando de mim, pegando no meu pé”.

O menino disse: “Eu não conheço a minha mãe. Como eu gostaria de ter uma mãe igual à sua, que cobrasse as coisas de mim e me educasse! Hoje é o Dia das Mães. Eu estou com esta flor para entregar à primeira mãe que eu encontrasse. Por favor, entregue-a para a sua mãe, porque ela é a mãe que eu gostaria de ter”.

A mocinha nem havia se lembrado que era o Dia das Mães! Naquela hora, ela caiu em si. Agradeceu ao menino, pegou a flor e foi correndo para a rodoviária. Tomou o ônibus e conseguiu chegar em casa ainda no Dia das Mães. Ao chegar, abraçou sua mãe, beijou-a, entregou-lhe a flor e disse emocionada: “Mamãe, a senhora é maravilhosa. É a melhor mãe do mundo! 

Todas as mães são maravilhosas, porque traduzem para nós o amor de Alguém que é ainda mais maravilhoso: Deus. Mãe das mães, rogai por nós.

 

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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