Certa vez, um rapaz, degenerado pelas más companhias e bebedeiras, ofendeu gravemente a mãe, que era viúva, e fugiu no mundo.
Daquele dia em diante, a mãe nunca mais trancou a porta da casa. Os vizinhos advertiam-na sobre o perigo de deixar a porta aberta 24 horas, mas a senhora respondia:
“Faço isso porque tenho fé que ele vai voltar. E quando voltar, pode ser altas horas da noite e eu esteja dormindo, não quero que ele precise bater à porta. Espero que assim ele se sinta acolhido em sua casa. É só chegar e entrar.
Aquele desejo de acolher o filho foi recompensado. Ele voltou, como o filho pródigo.
Deus está sempre com a porta do seu coração aberta para nós; não precisamos nem bater. Ele só não entra diretamente na nossa vida, porque respeita a nossa liberdade e espera a nossa iniciativa. Isso, mesmo que sejamos filhos ou filhas pródigas.
Que nós também façamos assim na nossa família e na nossa Comunidade. Não precisamos deixar a porta da casa aberta, e sim, do nosso coração.
Imitar Maria é acolher com amor o grande presente que Deus quer nos dar: a sua graça.
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