Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam) Em Histórias de Vida

A mãe que não trancava a porta

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Certa vez, um rapaz, degenerado pelas más companhias e bebedeiras, ofendeu gravemente a mãe, que era viúva, e fugiu no mundo.

Daquele dia em diante, a mãe nunca mais trancou a porta da casa. Os vizinhos advertiam-na sobre o perigo de deixar a porta aberta 24 horas, mas a senhora respondia:

“Faço isso porque tenho fé que ele vai voltar. E quando voltar, pode ser altas horas da noite e eu esteja dormindo, não quero que ele precise bater à porta. Espero que assim ele se sinta acolhido em sua casa. É só chegar e entrar.

Aquele desejo de acolher o filho foi recompensado. Ele voltou, como o filho pródigo.

Deus está sempre com a porta do seu coração aberta para nós; não precisamos nem bater. Ele só não entra diretamente na nossa vida, porque respeita a nossa liberdade e espera a nossa iniciativa. Isso, mesmo que sejamos filhos ou filhas pródigas.

Que nós também façamos assim na nossa família e na nossa Comunidade. Não precisamos deixar a porta da casa aberta, e sim, do nosso coração.

Imitar Maria é acolher com amor o grande presente que Deus quer nos dar: a sua graça.

 

Escrito por:
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R (in memoriam)

Missionário redentorista, recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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