Um senhor, nas horas vagas, cultivava uma horta no quintal de sua casa, junto com o filho de dez anos. Durante o trabalho, o garoto sempre falava mal dos colegas.
Um dia, o pai estendeu uma camisa branca, bem limpinha, encostada ao muro. Foi à dispensa, pegou um saco de carvão, deu-o ao garoto e disse: “Quero que você jogue todo esse carvão naquela camisa. Depois eu volto para ver como ficou”. E o pai foi para dentro de casa.
Minutos depois, o menino gritou: “Terminei, pai”. O pai veio, trazendo um espelho. O garoto disse, com ar de vitorioso: “Olhe a camisa, acertei quase todos”.
O pai lhe disse: “Mas olhe suas mãos como ficaram, e também a sua roupa”. Depois colocou o espelho na frente dele, para que visse que seu rosto também estava sujo de carvão.
E o pai explicou: “Filho, você se sujou muito mais do que a camisa. É isso que acontece quando falamos mal dos outros”.
O ódio prejudica mais quem odeia do que a pessoa odiada. Quando jogamos uma pedra em alguém, duas voltam em nós.
Que Maria Santíssima, a imaculada, nos ajude a olhar para dentro de nós mesmos, antes de atirar pedras.
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