Havia, certa vez, uma professora que dava aulas numa aldeia de índios. Numa sexta-feira, ela deu uma tarefa para os alunos e disse: “Na próxima aula vocês me entreguem os trabalhos. Aquele aluno ou aluna que tiver feito o melhor trabalho ganhará um prêmio”.
Terminada a aula, ela voltou para a cidade. Os alunos conversaram entre si e decidiram fazer juntos um trabalho só. Nenhum deles queria fazer um trabalho melhor que o outro, para não se colocar acima dos colegas.
Aquelas crianças não tinham sido formadas na cultura da competição, fruto do capitalismo, pois na aldeia tudo era comunitário. A professora é que estava acostumada com isso, pois vivia na cidade, onde cada um quer ser mais que o outro, ou até explorar o outro.
Há pessoas que matam muita gente, amontoam os cadáveres e sobem em cima, só para aparecer e dizer sorrindo: “Olhem aqui! Sou eu!” Mas impedem que olhem embaixo dos seus pés.
Aqueles alunos indígenas, apesar de crianças, deram uma grande lição à professora. Ensinaram que a competição pode destruir a fraternidade.
É assim que a sociedade atual passa para a geração mais nova a ideologia capitalista, competitiva e selvagem. É uma ideologia funesta. Ela "fabrica ricos cada vez mais ricos, às custas de pobres cada vez mais pobres" (Papa João Paulo II).
Felizmente o escândalo que aquela professora ia dar não “pegou”.
Maria Santíssima nunca fez pecado, muito menos escândalo. Peçamos a ela que nos ajude a por em prática o Evangelho do seu Filho.
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