Certa vez, uma pessoa foi visitar uma senhora bem velhinha, que jazia numa cama, com o corpo paralisado e dependendo dos outros em tudo. Ela sentia dores constantes, mas estava sempre alegre e em paz.
Com um sorriso encantador, ela explicou para a visita: “Deus sabe a hora de nos levar. Ele só colhe o fruto quando está maduro. Se ainda não me levou, é sinal que a minha missão na terra ainda não terminou”.
De fato, as pessoas não vivem nem um minuto a mais do que precisa para cumprir a sua missão, mesmo que tenham cem anos e estejam no último grau de doença. Se alguém ainda respira, é porque Deus o quer na terra, seja para o seu próprio bem, seja para o bem dos outros.
Cada dia que amanhece, somos convidados a agradecer a Deus o dom da vida, a graça de mais uma vez abrir os olhos e ver a luz do dia. E viver bem aquele dia, porque amanhã não sabemos se estaremos vivos. A vida pertence a Deus. Nós não escolhemos o dia de nascer, não nos compete também escolher o dia de morrer.
“Maria disse: ‘Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Está aí um modelo para nós, também quando estamos doentes.
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