Havia, certa vez, um homem que vivia reclamando da sua cruz. Ele a achava muito pesada.
Um dia, procurou S. Pedro e pediu que trocasse a sua cruz. S. Pedro lhe disse: “Ali fora, no pátio, há um monte de cruzes. Pode procurar à vontade a que lhe agrada, e fazer a troca”.
O homem foi, todo eufórico. Jogou a dele no monte e começou a revirar as cruzes, procurando uma melhor. Pegava uma, começava a andar, mas a achava desajeitada. Voltava, jogava no monte e experimentava outra.
Depois de um bom tempo, achou uma boa. Não era nem muito comprida nem curda demais, e não machucava o ombro.
Procurou S. Pedro e disse: “Obrigado! Achei uma boa”. S. Pedro olhou para ele e falou: “Ô moço! Foi esta aí que você jogou lá, quando chegou!”
Deus não nos tira a cruz da vida, enquanto estamos aqui na terra. Mas, se lhe pedirmos, ele nos dá condições de carregá-la com alegria. Pois “o meu jogo é suave a o meu fardo é leve” (Mt 11,30).
Maria Santíssima ficou ao pé da cruz de Jesus até ele morrer, dando-lhe apoio. E, bem ali, Jesus no-la deu por Mãe. No seu zelo inesgotável, ela continua fazendo o mesmo com cada de nós. “Socorrei-nos, ó Maria!”
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