Havia, certa vez, uma pequena garota, descalça e suja, que ficava sentada no parque, vendo as pessoas andarem. Ninguém sequer olhava para ela.
Um rapaz, que sempre passava por ali e a via, um dia resolveu parar. Quando o jovem se aproximou, viu que ela tinha um olhar triste e trazia, debaixo do vestido, uma deformação nas costas. Ele logo concluiu: É por isso que nenhuma criança a convida para brincar.
Quando ele chegou mais perto, a garotinha baixou o olhar. Nessa hora ele viu mais claramente o contorno das suas costas. Era grotescamente corcunda.
O moço sentou-se ao seu lado e disse: “Olá”. Ela respondeu: “Oi”. Ele sorriu e ela sorriu de volta. E ficaram ali conversando. Até que o rapaz perguntou-lhe por que ela estava triste. Ela olhou para ele e falou:
- Porque sou diferente.
- Sim. Você, com este olhar doce e inocente, lembra um anjo.
Nesta hora, ela olhou para ele, sorriu e disse:
- De verdade?
- Sim. De verdade. Você parece um anjo mandado por Deus, pois tem um olhar doce e amoroso.
A garota levantou-se sorrindo e falou:
- Você foi a única pessoa que se aproximou de mim e me possibilitou este momento que jamais esquecerei. A minha deformidade me afasta e me deixa isolada, mas a sua presença me fez muito feliz.
Encontramos, pela vida, muitos deficientes físicos e mentais. O nosso acolhimento, o nosso amor é capaz de ajudá-los a se reerguerem e serem felizes. O importante é ir além das aparências e olhar o coração. Mas só faz isso quem está bem com Deus. Deixemos os preconceitos, como as crianças colegas daquela menina e as pessoas que passavam ao seu lado.
(Fonte: Pe. Marcelo Rossi)
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