Havia, certa vez, um senhor idoso que era muito pessimista. Vivia sério e triste. Do seu rosto nunca saía um sorriso. Ele passava o dia na porta da sua casa, sentado, olhando para baixo.
Naquela região, era costume pedir conselhos aos mais velhos.
Um rapaz se aproximou dele e perguntou: “O que devo fazer para ter alegria?” O homem respondeu: “Alegria? Isso não existe!”
Veio um senhor e perguntou: “O que devo fazer para ajudar os outros?” Ele disse: “Quem se sacrifica pela humanidade é um bobo”.
Vieram alguns poetas e perguntaram: “Como fazer para expressar em versos os sentimentos que trazemos no coração?” O idoso falou: “Seria melhor que vocês ficassem calados”.
Uma mãe lhe pediu: “Como educar bem os meus filhos?” Ele reagiu assim: “Os filhos são como serpentes. Deles não se pode esperar senão picadas venenosas”.
E assim por diante. Na verdade, quem estava espalhando veneno era ele. As pessoas que entravam na sua casa sentiam no ar a melancolia. Até os passarinhos nas árvores estavam mudos e tristes.
Um dia, uma menina de nove anos, vizinha, teve uma ideia: Vou dar um abraço naquele velhinho. Aproximou-se dele e, com um sorriso, foi logo colocando seus bracinhos no pescoço do ancião. Em seguida, cheia de ternura, deu-lhe um beijo no rosto.
Os olhos do homem brilharam. Pela primeira vez, ele deu um belo sorriso. A garotinha gostou de ver a força do seu carinho, sentou-se ao lado dele e os dois conversaram um pouquinho.
Daí para frente, as conversas do ancião mudaram de tom. E, com elas, o bairro todo ficando mais alegre.
Vamos imitar aquela menina, distribuindo alegria, carinho, esperança e amor.
Que Maria Santíssima, a Mãe do Belo Amor, abra os nossos corações e nos faça distribuidores de alegria e de paz.
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