Havia, na antiguidade, um rei que era cruel. Um dia, ele venceu uma guerra e trouxe muitos presos do exército inimigo.
Construiu, anexa à prisão, uma sala com duas portas. Uma era de ferro e nela estavam desenhadas coisas horríveis: Caveiras, sangue, cenas de tortura... A outra tinha na frente os arqueiros do reino, muito bem vestidos.
Os presos fizeram uma fila e, a cada um que entrava na sala, o rei perguntava: “O que você prefere: Estar nas mãos dos arqueiros ou passar por aquela porta?”
Todos, ao olhar para as pinturas terríveis da porta, preferiam os arqueiros, os quais os levavam para outro local e os matavam.
Mas um dos presos ficou muito curioso e resolveu arriscar. Ele disse ao rei: “Eu prefiro passar por aquela porta”.
A porta se abriu e o homem entrou. No começo, era tudo escuro. Mas logo as suas pupilas se dilataram e ele viu um túnel. Foi seguindo pelo túnel e, lá na frente, avistou uma luzinha bem distante. Foi caminhando na direção dela e a luzinha foi crescendo... até que ele percebeu que era a saída do túnel. Saiu e ficou livre.
As aparências muitas vezes enganam. E o tentador, desejando levar-nos para o inferno, pinta com as piores cores o caminho da virtude e da liberdade. Já o caminho do pecado, ele apresenta de forma atraente e bonito.
Por isso, cada vez que aparecerem na nossa frente duas portas, vamos escolher a da obediência a Deus, mesmo que as aparências sejam as piores. Seguindo o caminho do amor, do perdão e da fé verdadeira, mesmo que no início seja tudo escuro, logo aparecerá uma luzinha brilhando. É a luz da felicidade.
Na Igreja, Maria ocupa, depois de Cristo, o lugar mais alto e o mais perto de nós.
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