O Wilson era um homem avarento. Ele nunca se saciava com os bens que possuía. Sempre queria mais.
Como a avareza cega a pessoa, um inimigo seu pregou-lhe uma peça: Presenteou-o com um aquário contendo um peixe dourado, e lhe disse:
- Wilson, quando esse peixinho crescer, atingir o seu tamanho natural, e morrer, o seu corpo se transformará em ouro puro. Você vai ser tão rico que jamais imaginou.
A cobiça falou mais alto que o bom senso e o Wilson acreditou na história. Mal se continha de tanta alegria. Levou o aquário para casa e cuidava do peixinho todos os dias.
Mas o animalzinho crescia, crescia e não parava de crescer. Ele teve de transportá-lo para um tanque, depois para um lago e por fim para um grande lago. O peixe já era um gigante.
Após vários anos, Wilson já havia gasto todas as suas economias, e o peixe não parava de crescer. Finalmente, falido e velho, Wilson morreu. Ele nunca descobriu que seu inimigo lhe dera de presente um filhote de baleia.
A avareza às vezes cega a pessoa, levando-a a agir como irracional. A pior irracionalidade é perder a salvação eterna.
Somos parecidos com o Wilson: Passamos a vida dedicando o melhor de nós: tempo, família, saúde, amizades..., para ajuntar dinheiro. Julgamos que seremos felizes, mas esta felicidade nunca chega.
“Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no Céu” (Mt 6,19-20).
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