Certa vez, um homem foi cortar o cabelo. Enquanto o barbeiro cortava, dizia: “Deus não é bom. Veja quantos miseráveis no mundo, quantas injustiças...”
O homem discordou, mas o barbeiro rebateu, pedindo que ele abrisse os olhos e observasse em volta de si com mais realismo.
Terminado o corte, o freguês pagou e, antes de sair, olhou para a praça em frente e viu um maltrapilho imundo, com cabelos longos e despenteados. A barba, não trabalhada, vinha até o pescoço.
O homem comentou: “Os barbeiros desta cidade não são bons!” “Por quê?”, ofendeu-se o barbeiro. O senhor respondeu: “Se existisse barbeiro bom nesta cidade, aquele homem ali não estaria com o cabelo e a barba compridos e desalinhados”. “Ele está assim porque quer. Se me pedisse, eu cortaria de graça!” respondeu, irritado, o barbeiro.
Estamos diante da liberdade humana, que Deus respeita, pois foi ele mesmo que a criou. Respeita tanto que não interveio, mesmo quando mataram injustamente o seu Filho. Respeita porque ele é capaz de transformar os males em bem.
O testemunho de Maria Santíssima foi, depois de Jesus, o mais belo e o mais rico de todos. Além de ser Imaculada, ela nos deu o próprio Deus feito carne.
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